Lito: conheça os principais estudos de Creutzfeldt-Jakob ao redor do mundo
Pesquisas nos EUA, Europa e Ásia tentam encontrar formas de desacelerar a doença, que ainda não tem cura
Saúde|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília
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Diagnosticado com Creutzfeldt-Jakob, o piloto e influenciador Lito Sousa, de 59 anos, passou a buscar acesso a pesquisas experimentais que tentam frear a evolução da doença. Rara e fatal, a doença provoca uma rápida degeneração do sistema nervoso e ainda não possui tratamento capaz de interromper sua progressão.
Nesta terça-feira (25), a embaixada brasileira no Canadá informou que vai apoiar Lito Sousa na busca por acesso ao tratamento experimental ION717/PrProfile, desenvolvido pela farmacêutica Ionis Pharmaceuticals, que atualmente está fechado para novos participantes.
Em resposta obtida em primeira mão pelo R7 Planalto, um conselheiro afirma que, “diante da gravidade e da urgência do caso”, a embaixada já iniciou gestões junto a interlocutores canadenses.
“Procuraremos verificar junto aos interlocutores canadenses se o caso poderia ser objeto de avaliação individual e se existe alguma via alternativa, inclusive eventual mecanismo de acesso excepcional, outro protocolo investigacional ou estudo clínico presente ou futuro que possa ser considerado pela equipe médica responsável”, explicou.
A seguir, o R7 separou esse e outros estudos que atualmente estão em percurso para tentar tratar a doença.
ION717
A doença pertence ao grupo das encefalopatias espongiformes transmissíveis, causadas por príons — proteínas que assumem uma formação anormal e induzem outras proteínas a fazer o mesmo.
O acúmulo dessas proteínas destrói os neurônios de forma progressiva, deixando o cérebro com uma aparência de esponja.
O objetivo do estudo é reduzir a produção da proteína priônica por meio de um oligonucleotídeo antissenso e, com isso, tentar desacelerar a progressão das doenças causadas por príons. O registro da pesquisa estima 76 participantes e prevê diferentes regimes de tratamento.
Em estudos anteriores com animais, a redução da proteína priônica, conhecida como PrP, conseguiu retardar a evolução da doença. Os resultados, entretanto, não significam que a mesma eficácia esteja comprovada em seres humanos.
PRiSM: Harvard e MIT
O estudo conduzido por Harvard e pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) no Broad Institute também tenta reduzir a produção da proteína priônica normal.
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O ensaio começou a recrutar pacientes neste ano e o principal objetivo dos pesquisadores é avaliar segurança e tolerabilidade, além de verificar se a estratégia consegue atingir o mecanismo biológico pretendido.
Entretanto, a esposa de Lito, Mila Seidl, afirmou em suas redes sociais que o instituto entrou em contato para avaliar o caso, mas a possibilidade apresentada inicialmente envolvia o grupo de controle, que não recebe o medicamento experimental.
China
Outra frente de pesquisa está na China. O Hospital Xuanwu, em Pequim, registrou um estudo para investigar o efavirenz, medicamento utilizado no tratamento do HIV, como possível tratamento para a doença de Creutzfeldt-Jakob.
O ensaio ainda não havia iniciado o recrutamento até a última atualização disponível.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.
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