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Maioria dos países está mal preparada para combater superbactérias resistentes, diz OMS

Todos os tipos de micróbios estão se tornando resistentes, disse um membro da entidade

Saúde|Do R7

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Drogas antimicrobianas são utilizadas para tratar condições como infecções na corrente sanguínea, pneumonia, tuberculose e HIV
Drogas antimicrobianas são utilizadas para tratar condições como infecções na corrente sanguínea, pneumonia, tuberculose e HIV

Apenas 34 países têm planos nacionais para combater a ameaça mundial da resistência aos antibióticos, ou seja, poucos estão preparados para enfrentar infecções causadas por “superbactérias” que põem mesmo os cuidados básicos de saúde em risco, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (29).

Em uma pesquisa sobre os planos dos governos para resolver a situação, a OMS afirmou que apenas um quarto dos 133 países que responderam estão enfrentando o problema.

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"Esse é o maior desafio em doenças infecciosas hoje", afirmou Keiji Fukuda, diretor-geral assistente da OMS para a segurança sanitária. "Todos os tipos de micróbios, incluindo muitos vírus e parasitas, estão se tornando resistentes."

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"Isso está acontecendo em todas as partes do mundo, por isso, todos os países têm que fazer sua parte para enfrentar essa ameaça global."

Drogas antimicrobianas, tais como antibióticos e antivirais, são utilizadas para tratar condições como infecções na corrente sanguínea, pneumonia, tuberculose e HIV.

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Mas infecções por superbactérias, incluindo formas de tuberculose multirresistentes a medicamentos, já matam centenas de milhares de pessoas por ano, e a tendência é crescente.

Ainda de acordo com a OMS, poucos países têm planos para preservar antibióticos. Aqueles que o fazem ficam em grande parte nas regiões mais ricas, como a Europa e a América do Norte, onde os sistemas de saúde estão mais bem organizados e financiados, e a capacidade científica é mais avançada.

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"Muito mais países precisam estabelecer estratégias globais para prevenir o uso indevido de antibióticos e reduzir a propagação da resistência antimicrobiana", salienta o relatório da OMS.

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O monitoramento é fundamental para controlar a resistência aos antibióticos, diz a OMS, mas no momento não é eficaz. Em muitos países, a frágil capacidade laboratorial, de infraestrutura e de gestão de dados estão impedindo uma vigilância eficaz, o que torna difícil discernir padrões de resistência e identificar as tendências das doenças e surtos.

Ao mesmo tempo, as vendas de medicamentos antimicrobianos sem receita médica são comuns, aumentando o risco de uso excessivo e abuso por parte do público e médicos sem escrúpulos.

Comentando o relatório da OMS, Mike Turner, chefe da área de infecção e imunobiologia da entidade beneficente internacional The Wellcome Trust, descreveu as infecções resistentes a medicamentos como "uma das maiores ameaças para o futuro da saúde no mundo".

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