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Médico de fora não acaba com filas na Bahia

Grupo do Mais Médicos começou na semana passada a trabalhar no Estado

Saúde|Do R7

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Não demorou para que o médico português Raul dos Reis Ramalho, de 66 anos, e o angolano radicado em Portugal Francisco Manoel Pegado, de 58, conquistassem a simpatia dos moradores da região da Nova Constituinte, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Simpáticos e muito interessados nos relatos dos pacientes, os profissionais, que integram o programa Mais Médicos do governo federal, começaram a fazer os atendimentos na unidade de saúde da família na semana passada.

Hoje, porém, já há quem reclame de tanta solicitude. “A fila continua demorando muito”, dispara a auxiliar de serviços gerais Jéssica Santana, de 33 anos. “Mesmo com dois médicos a mais, a gente espera a mesma coisa que antes.”


Ramalho e Pegado encontraram uma unidade recém-reformada, reinaugurada no fim de semana anterior à chegada, após dois meses de obras. Pintura e mobiliário novos e salas climatizadas deram ânimo tanto aos funcionários quanto aos pacientes. Segundo a aposentada Marinalva Amélia Santos, de 66 anos, o local "estava caindo aos pedaços”.

— “Não dava vontade de vir, mesmo doente.”


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A chegada dos médicos estrangeiros também foi cercada de expectativa. Desde o ano passado, a unidade só tinha um médico, apesar de ter duas equipes de profissionais de saúde e, segundo os pacientes, a rotatividade no posto era grande. “"Nenhum ficava mais de dois meses”", lembra Jéssica, mãe de um menino de dois anos.


A combinação dos fatores levou o posto a lotar, especialmente pela manhã, desde a reinauguração. As novas cadeiras da recepção, apesar de darem mais conforto a quem espera, já não são suficientes para acomodar os cerca de cem pacientes que a unidade recebe por dia.

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E as longas conversas entre os novos médicos da unidade e os pacientes tiram a paciência de quem está na fila.

— “É bom que tenha alguém que preste atenção, mas a gente achava que (o atendimento) ia ser mais rápido do que antes”.

Ramalho admite que os atendimentos têm sido demorados, mas avalia que a situação é passageira. “

— Os pacientes estão carentes de atenção e vou prestar atenção ao que dizem”. “Mas estamos começando um trabalho que, além de tratar, vai ter foco na prevenção de doenças.

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