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Ministro da Saúde afirma que medo é responsável por baixa procura da vacina contra HPV

Foi comprovado que caso das meninas que ficaram paralisadas não estava relacionado à vacina

Saúde|Do R7

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Arthut Chioro pede a estados e municípios que se mobilizem para aumentar efetividade da campanha
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A busca pela vacina contra o HPV teve queda significativa em 2015. No ano passado, quando começou a imunização contra o vírus, a adesão à primeira dose foi total. Neste ano, somente 51% do púbico alvo foi alcançado. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, creditou a baixa procura pela primeira dose da vacinação contra o HPV ao medo, nesta quinta-feira (10). No final de 2014, algumas meninas ficaram com as pernas paralisadas, em Bertioga, São Paulo.

Segundo o ministro, uma equipe de médicos de diferentes especializadas acompanhou o caso e ficou comprovado que as meninas tiveram estresse pós-vacinação, conhecido como tensão coletiva. Chioro ainda disse que a vacina é comprovadamente segura e é licenciada desde 2006. Segundo ele, mais de 200 milhões de doses já foram aplicadas no mundo inteiro.


— É muito importante trabalhar a informação correta. Reações adversas como desmaios são normais. Não podemos fazer alarde com essas situações. Em qualquer tipo de vacina é normal que o estresse cause alguma reação adversa.

Governo quer aplicação de vacina de HPV nas escolas para reverter baixa procura de adolescentes


Outro fator que Chioro citou como provável causa da queda na cobertura foi a não mobilização de escolas na campanha de 2015.

— Uma criança entre 9 e 13 anos dificilmente vai ao posto de saúde sozinha. A estratégia recomenda o envolvimento das secretarias municipais e estaduais, para que as escolas voltem a participar da campanha, e assim, possamos atingir um número maior de meninas. Recomendamos aos municípios que façam parcerias com escolas públicas e privadas para realizar a vacinação no ambiente escolar.


O medo de a vacina estimular o início da vida sexual também não é motivo para não buscar a imunização, explica Chioro.

— Essa tendência de que a vacina liberaria para a pratica sexual não tem sentido. A vacinação não é incentivo para começar a atividade sexual. A escolha do inicio da sexualidade é uma coisa mais pessoal, da família. Essa faixa etária é importante pq a menina ainda não entrou em contato com o vírus.


A vacina contra HPV está disponível nas 36 mil salas de vacinação espalhadas pelo país durante o ano inteiro. As vacinas tanto da primeira como a segunda dose estão disponíveis nos postos de saúde do País para durante todo o ano para meninas entre 9 e 13 anos. O esquema padrão é de três doses. A segunda deve ser tomada seis meses após a primeira e a terceira depois de 60 meses. Além delas, podem receber gratuitamente todas as mulheres que tenham HIV entre 9 e 26 anos.

Veja o que causa o HPV

O vírus do HPV é transmitido por meio do contato sexual e responsável pela quase totalidade dos casos de câncer de colo do útero. Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), esse é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama, e a terceira causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, atrás do câncer de mama e pulmão. No País, 15 mil novos casos do câncer de colo de útero até o fim de 2015.

A vacina disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) é quadrivalente, ou seja, ela protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18. Os tipos 16 e 18 são responsáveis por 70% dos cânceres de colo de útero e 90% das verrugas genitais, explica Gabriel Oselka, professor da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

— O ideal é que as meninas sejam vacinadas o mais precocemente possível, antes da atividade sexual. Quanto mais novo, melhor a resposta imune.

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