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Morte de grávida de 8 meses não estaria ligada à gestação

Obstetras explicam que morte abrupta em gestantes é raríssimo e que, no caso de Natália Dias Seco, pode estar relacionada a doença cardiológica prévia

Saúde|Deborah Giannini, do R7

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Natália Dias Cesco, de 34 anos, estava grávida de oito meses
Natália Dias Cesco, de 34 anos, estava grávida de oito meses

Morrer de forma abrupta aos 8 meses de gestação, como ocorreu com a oficial de justiça Natália Dias Cesco, 34, em Sorocaba, no interior de São Paulo, nesta quinta-feira (30), não é comum e provavelmente não está ligado à gravidez, mas sim a uma doença prévia, segundo especialistas. 

"O mais provável é uma doença cardiovascular, não pela gravidez em si. A gravidez, claro, é uma sobrecarga adicional ao corpo. Mas esse tipo de morte é uma excepcionalidade motivada por uma doença de base", afirma o ginecologista e obstetra Cesar Fernandes, presidente da Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia). 


Natália teve uma parada cardiorrespiratória no corredor do Fórum, no horário de trabalho. Foi socorrida pelo Samu (Serviço de atendimento móvel de urgência) e levada à UPA Éden já sem vida. Um parto de emergência foi realizado, mas o bebê também não resistiu e morreu.

A parada cardiorespiratória na gestação é um evento raro, ocorrendo em 1 a cada 30 mil gestações, segundo dados da Febrasgo.


De acordo com o ginecologista e obstetra Agnaldo Lopes, vice-presidente da Febrasgo, a pré-eclâmpsia, um dos principais temores de mulheres grávidas, caracterizado pela hipertensão a partir da 20ª semana e que pode levar à morte da mãe e do feto, não se aplica nesse caso.

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"A pré-eclâmpsia não se instala da noite para o dia e não provoca morte súbita. Há um quadro com progressão de sintomas como dor de cabeça intensa, dor no estômago, inchaço generalizado e perda de proteína na urina", explica.

O diagnóstico da pré-eclâmpsia é feito de maneira clínica, com a medida da pressão arterial em dois momentos diferentes da gravidez, com pelo menos quatro horas de intervalo, tendo resultados a partir de 14 por 9.


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Segundo ele, a gravidez é um fator de risco para a formação de coágulos, que, associado à predisposição ou a doenças prévias, pode levar à trombose e embolia pulmonar.

"Entre as causas de morte súbita estão arritimia cardíaca, embolia pulmonar, trombose e aneurisma. O infarto agudo do miocardio em grávidas é muito incomum", afirma.

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