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Anéis inteligentes não devem ser usados para diagnosticar doenças, alerta Anvisa

Dispositivos também não são autorizados no Brasil para medição não invasiva de glicose ou oximetria

Saúde|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Anéis inteligentes e outros dispositivos não devem ser usados para diagnosticar doenças, segundo a Anvisa.
  • Esses dispositivos são desenvolvidos para bem-estar e atividades esportivas, não para fins médicos.
  • Não há autorização da Anvisa para dispositivos que medem glicose ou oximetria de forma não invasiva.
  • Informações desses dispositivos não devem substituir exames e avaliações médicas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Anvisa alerta que anéis não substituem exames e diagnósticos médicos Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - 10.11.2023

Anéis inteligentes, relógios e aplicativos de celular têm ganhado espaço entre consumidores interessados em monitorar indicadores como sono, frequência cardíaca e oxigenação. Apesar de fornecerem dados coletados por sensores, esses dispositivos não devem ser usados para diagnosticar doenças, adverte a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Segundo a agência, um alerta apresentado pelo aparelho não significa, por si só, que a pessoa esteja doente. Da mesma forma, um resultado considerado normal não garante que não exista um problema de saúde. A confirmação de um quadro deve ser feita por um profissional habilitado.


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Em geral, anéis inteligentes são desenvolvidos como acessórios de bem-estar e para atividades esportivas, sem finalidade médica. Quando não medem parâmetros fisiológicos de uso tipicamente clínico, não são considerados produtos médicos sujeitos à regularização da Anvisa.

Já equipamentos destinados a apoiar diagnósticos ou realizar medições clínicas precisam ser regularizados antes da comercialização no Brasil. Entre os parâmetros que exigem esse controle estão pressão arterial, oximetria, glicemia, eletrocardiograma e alertas de ritmo cardíaco irregular.


Glicose e oximetria

Atualmente, não existem smartwatches ou anéis vestíveis autorizados pela Anvisa para medição não invasiva de glicose ou oximetria. Segundo a agência, a capacidade técnica desses produtos para realizar essas medições ainda não foi comprovada pelos fabricantes nas condições necessárias para a regularização.

O alerta é especialmente importante no caso da glicemia, já que um resultado incorreto pode levar a decisões inadequadas, como a aplicação de uma quantidade errada de insulina.


A Anvisa também regula softwares com finalidade médica que utilizam informações obtidas por sensores. Até o momento, porém, não há software médico regularizado especificamente para utilizar apenas dados provenientes de anéis inteligentes.

Riscos

As informações fornecidas por esses dispositivos não devem ser usadas para confirmar ou descartar doenças, definir tratamentos, alterar medicamentos ou substituir exames e avaliações médicas.


A comercialização de produtos sem a devida regularização sanitária é uma infração. Além de resultados incorretos, equipamentos irregulares podem apresentar problemas de segurança e dificultar a identificação de fabricantes e responsáveis em caso de eventos adversos.

A situação de regularização dos dispositivos médicos pode ser consultada no portal da Anvisa.

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