Nova paciente com ebola viajou de avião horas antes de ser internada
Saúde|Do R7
Atlanta (EUA), 15 out (EFE). - Amber Joy Vinson, a segunda enfermeira que deu positivo para o vírus de ebola após atender o liberiano Thomas Eric Duncan no hospital do Texas, fez uma viagem interna de avião nos Estados Unidos menos de 24 horas antes de ser internada depois de apresentar os primeiros sintomas, informaram nesta quarta-feira as autoridades sanitárias. "Devido à proximidade no tempo entre o voo da tarde e o primeiro relatório da doença da manhã seguinte, os CDC estão entrando em contato com os passageiros que estavam no voo 1143 de Frontier Airlines, de Cleveland a Dallas/Fort Worth de 13 de outubro", disseram os Centros de Controle e Prevenção de Doenças em comunicado. A enfermeira de 29 anos não mostrava "sinais ou sintomas da doença durante o voo 1143, de acordo com a tripulação". Os CDC explicaram que a companhia aérea "trabalha em estreita colaboração" com as autoridades para "identificar e notificar" os passageiros que estavam neste voo. Está sendo pedido que os 132 passageiros a bordo do voo que se comuniquem com os CDC para avaliar individualmente cada caso. As pessoas consideradas com maior risco de contágio já estão em observação, informaram as autoridades em seu comunicado. "Depois das 13h (horário local, 14h em Brasília), profissionais de saúde pública começarão a entrevistar os passageiros do voo, respondendo a suas perguntas e organizando o acompanhamento do caso", informaram os CDC. A paciente permanece isolada desde na terça-feira à noite quando deu positivo para o vírus o exame depois que ela apresentou uma ligeira febre. Ela está internada no Hospital Presbiteriano de Dallas, onde foi atendida a primeira vítima de ebola nos Estados Unidos, o liberiano Thomas Eric Duncan, e onde também está a enfermeira Nina Pham, o primeiro caso de contágio no país. Amber é um dos 76 empregados do hospital que trataram Duncan, que faleceu a semana passada. As autoridades desconhecem como as profissionais se contagiaram, por isso tomaram a decisão de controlar a temperatura da equipe médica duas vezes ao dia para detectar sintomas de ebola. A companhia aérea informou em comunicado que após conhecer a notícia "respondeu imediatamente", retirou o "avião de serviço" e trabalha com os CDC e outras agências governamentais para garantir que estão sendo seguidos os "protocolos e procedimentos adequados". EFE mc/cdr














