Novo presidente do CRM de Minas toma posse na noite desta terça
Itagiba de Castro Filho foi eleito por 40 conselheiros ; 31 registros serão emitidos até amanhã (2)
Saúde|Tabata Martins, do R7 MG

O novo presidente do CRM (Conselho Regional de Medicina) de Minas Gerais toma posse às 20h desta terça-feira (1º), na sede do conselho, no bairro Funcionários, na região centro-sul de Belo Horizonte.
Itagiba de Castro Filho foi eleito por 40 conselheiros, escolhidos pelos médicos mineiros.
CRM de Minas não emitiu nenhum registro para médicos estrangeiros
De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, o novo presidente afirmou que só irá se pronunciar sobre o cargo e a renúncia de João Batista Gomes Soares após tomar posse. Porém, por meio da sua conta no Facebook, ele divulgou o novo cargo e afirmou que "assumirei a Presidência do CRM-MG com a determinação de tudo fazer pela Medicina - pelos médicos e pacientes. Mais do que nunca precisamos de fé e coragem... são tempos difíceis de muita incompreensão onde estão jogando o povo contra a classe médica. Agradeço, antecipadamente, o apoio de todos".
O ex-presidente deixou o cargo nessa segunda-feira (29), depois de se envolver em uma série de polêmicas. A decisão foi anunciada dois dias após a determinação da Justiça Federal que obriga o órgão a emitir “imediatamente” os registros de médicos estrangeiros que pretendem atuar no Estado. Caso a ordem fosse descumprida, uma multa de R$ 10.000 por dia seria aplicada. Por meio de nota, o presidente afirmou que se sentiu "afrontado em seus princípios morais e éticos".
— Não posso descumprir decisão judicial, por isso renuncio ao meu cargo de presidente do CRM-MG ao qual procurei sempre honrar.
Até esta terça, nenhum registro para médicos estrangeiros foi emitido em Minas Gerais. Porém, o previsto é que a emissão de 31 registros seja feita até esta quarta-feira (2). Os outros dez pedidos ainda estão dentro do prazo.
Polêmicas
O ex-presidente do CRM mineiro se mostrou contrário ao programa Mais Médicos e declarou que não iria emitir os registros dos profissionais estrangeiros.
Segundo Soares, alguns documentos dos participantes, como endereço e nome do supervisor, não haviam sido apresentados. As informações cobradas por ele não estavam entre as consideradas obrigatórias pela MP 621/2013, que institui o programa.
Ele já havia se envolvido em outra polêmica ao orientar os profissionais brasileiros a não socorrerem os colegas estrangeiros do Mais Médicos que porventura cometam erros durante atendimento.
O profissional prometeu chamar a polícia para estrangeiros que trabalharem sem o registro emitido pela entidade. Sobretudo cubanos, que são maioria entre os selecionados pelo programa do Governo Federal. De acordo com a medida provisória que cria o Mais Médicos, a prova de revalidação não é necessária para a adesão ao programa.
— Não podemos ficar pegando na mão da pessoa e não vamos ficar ensinando o sujeito. O paciente é nossa obrigação e não temos direito humano, ético e legal de negar atendimento, mas socorrer o médico, não.













