Quase metade dos adolescentes no Brasil tem colesterol alto, aponta estudo
Incidência do problema em jovens está relacionado à obesidade e ao sedentarismo
Saúde|Do R7*

O colesterol alto deixou de ser um problema restrito a adultos que levam uma vida estressante, tabagistas e sedentários. Uma pesquisa realizada pelo Erica (Estudos dos Riscos Cardiovasculares em Adolescentes) apresentou resultados assustadores relacionados ao aumento do índice entre os jovens: quase metade dos adolescentes de idades entre 12 e 17 anos têm colesterol alto.
Neste 29 de setembro, Dia Mundial do Coração, o cardiologista e presidente da SBH (Sociedade Brasileira de Hipertensão), Mario Fritsch Neves, alerta para o crescimento desse número e afirma que os dados da pesquisa mostram um aumento do sobrepeso em crianças e adolescentes, o que os torna mais suscetíveis ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
— Os jovens precisam ter uma vida ativa desde a infância, praticando exercícios físicos continuamente e evitando o sedentarismo. Mas, mesmo para quem não tem esse histórico, nunca é tarde para começar a incluir os hábitos ao dia a dia.
As doenças cardiovasculares são perigosas: no Brasil, cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem em decorrência delas por ano — sendo que mais da metade delas ocorre por pressão arterial.
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Eu tenho colesterol alto. E agora?
De acordo com o cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo Humberto Freitas, há tratamentos diferentes para cada pessoa que tem colesterol alto: o uso de medicamentos só é recomendado a pacientes que já tiveram algum problema cardíaco ou têm chances de ter.
A medicação prescrita normalmente é a Estatina, que tem a função de diminuir os índices de colesterol no sangue. No entanto, apenas um médico pode identificar a necessidade do paciente.
O especialista explica que pessoas têm colesterol alto, mas não têm predisposição a ter alguma doença cardíaca, normalmente não precisam fazer uso de remédios. Contudo, elas não devem ignorar a mudança de hábitos: cortar gorduras, óleos e embutidos da alimentação, além de praticar atividades físicas, são medidas essenciais para combater o alto índice.
Dicas para mudar de vida
Se o objetivo for a mudança de hábitos, Freitas recomenda que a alimentação seja rica em fibras e com baixo teor de gordura, incluindo alimentos como frutas, verduras e legumes, além de carboidratos integrais. Em relação aos exercícios físicos, é importante praticar atividades por pelo menos 30 minutos por dia, em intensidade moderada.
A partir dos 50 anos de idade, consultas médicas devem ocorrer periodicamente — pelo menos uma vez por ano — para medir a pressão arterial e identificar algum problema com antecedência.
* Talyta Vespa, estagiária do R7














