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Será necessário 6 meses para controlar ebola, diz Médicos Sem Fronteira

Chave para estabilizar a situação é a Libéria, diz presidente da organização humanitária

Saúde|com Agência Brasil

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Mulher lê informações sobre o ebola na porta de maternidade na Costa do Marfim
Mulher lê informações sobre o ebola na porta de maternidade na Costa do Marfim

A organização humanitária MSF (Médicos Sem Fronteiras) advertiu nesta sexta-feira (15) que o surto de ebola avança mais rápido do que os esforços para detê-lo e que serão necessários cerca de seis meses para controlá-lo. "Nos próximos seis meses deveremos colocar sob controle a epidemia.

Esta é minha intuição", disse a presidente da MSF, Joanne Liu, em uma coletiva de imprensa concedida nesta sexta-feira em Genebra (Suíça).

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A presidente argumentou que a chave para estabilizar a situação é a Libéria, país onde o número de mortes se acelerou nos últimos dias.

— Estamos perante uma total falência das infraestruturas. Trata-se apenas da ponta do icebergue.

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A MSF está presente nos três países mais afetados: Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa. A ONG tem na região 692 pessoas, incluindo 72 estrangeiros.

Número de vítimas foi subestimado

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Funcionários da Organização Mundial da Saúde que trabalham no combate ao surto de Ebola na África Ocidental têm evidências de que o número de casos e mortes registrados "subestima imensamente a magnitude do surto", disse a agência da ONU em sua página na Internet nesta quinta-feira (14). Os números reais do surto podem ser maiores do que os casos registrados até agora. 

O mais recente número de mortos do pior surto de Ebola da história está em 1.069, divulgado na quarta-feira, com 1.975 casos confirmados, prováveis e suspeitos, de acordo com a agência. A grande maioria foi registrada na Guiné, Serra Leoa e Libéria, com quatro mortes também na Nigéria.

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