Vacina da dengue: veja o que fazer se você tomou dose suspensa do Butantan
Apesar de 90% das pessoas não terem sofrido efeitos colaterais, observação do estado de saúde é recomendável por até 21 dias
Saúde|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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Após suspender a aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan, o Ministério da Saúde informou que riscos relacionados ao imunizante são incomuns, mas que, assim como ocorre com qualquer outro medicamento, ele “não está isento de eventos raros e inesperados”.
A decisão da pasta se deu após 42 pessoas apresentarem sintomas severos depois da vacinação; duas delas morreram. E, apesar de 90% do público não ter sentido efeitos colaterais decorrentes da imunização, o ministério recomendou a observação do estado de saúde por até 21 dias após recebimento da dose.
Caso apresente febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, é necessário procurar atendimento médico.
Vale ressaltar, porém, que essa recomendação é para apenas os primeiros 21 dias após a vacinação. Após esse período, não há mais componente ativo do imunizante detectável no organismo.
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Nesta segunda-feira (8), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou que a imunização seguirá interrompida até a conclusão das investigações necessárias para avaliar se há relação causal entre os casos e a vacina.
Até então, a campanha estava concentrada em profissionais da atenção primária à saúde. O ministro também afirmou que haverá uma investigação para análise dos casos, identificação de possíveis fatores de risco e comparação com pessoas vacinadas no mesmo período que não apresentaram reações.
Entenda os principais pontos
- Quem tomou a vacina corre risco?
Quem se vacinou com o imunizante produzido pelo Butantan está protegido contra os quatro tipos de dengue, pois a suspensão não invalida a eficácia da vacina, segundo o Ministério da Saúde. As vacinas, assim como quaisquer outros medicamentos, não estão isentas da possibilidade de causar eventos raros e inesperados. Porém, o risco identificado é baixo. Mais de 90% das pessoas vacinadas não apresentaram efeitos colaterais após receber a dose. A maioria dos sintomas relatados foram leves ou moderados e desapareceram depois de alguns dias.
- Isso significa que a estratégia de vacinação falhou?
Não. Pelo contrário. A identificação dos casos mostra que os mecanismos de monitoramento e segurança das vacinas funcionam e conseguem detectar rapidamente possíveis sinais de alarme, segundo o Ministério da Saúde.
- O que será feito com as doses que estão nos postos de saúde?
As vacinas não devem ser descartadas ou destruídas. Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que elas vão permanecer guardadas na Rede de Frio até que seja concluída a investigação.
- A vacina é segura?
Mesmo com esses casos sob investigação, o imunizante não deixa de ser seguro; mas as ocorrências registradas serão analisadas com profundidade.
- A vacina do Butantan era a mesma oferecida nos postos de saúde?
Atualmente, o imunizante oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos se trata da vacina Qdenga, produzida no Japão e oferecida na rede pública desde 2024.
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