Arqueologia galáctica: como cientistas reconstroem história e revelam segredos do universo
Pesquisadores analisam composição química e movimento dos astros em busca de ‘DNA cósmico’
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Em vez de escavar o chão em busca de fósseis, Amina Helmi “escava” o céu à procura de estrelas que guardem pistas sobre o passado da Via Láctea. No ramo da arqueologia galáctica, cientistas partem da ideia de que cada estrela carrega uma espécie de “DNA cósmico”. Ao analisar a composição química e o movimento dos astros, eles conseguem reconstruir a história da galáxia e entender como ela se formou ao longo de bilhões de anos.
Foi assim que a pesquisadora argentina e sua equipe fizeram uma das maiores descobertas da astronomia moderna. Eles mostraram que, há cerca de 10 bilhões de anos, a Via Láctea sofreu uma enorme colisão com uma “galáxia anã” chamada Gaia-Encélado, o que mudou completamente a sua estrutura e deixou marcas que podem ser observadas ainda hoje.
A descoberta foi possível graças à missão Gaia, da Agência Espacial Europeia, que mapeou o movimento de cerca de 1,5 bilhão de estrelas com uma precisão nunca antes vista. O impacto da pesquisa foi tão grande que Amina recebeu um prêmio considerado equivalente a um Nobel da astrofísica. Para ela, o reconhecimento não celebra apenas uma descoberta, mas também o crescimento de uma área que tem revelado segredos importantes sobre a origem do universo.
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