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Como os furacões recebem seus nomes?

Entenda o processo por trás da escolha dos nomes e por que alguns nomes são retirados da lista

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Imagem de satélite do furacão Milton, que tem previsão de chegar na Florida nas próximas horas Reprodução/Instagram/@noaa

A nomeação de furacões é um processo coordenado internacionalmente. Hoje, a escolha dos nomes segue uma lógica pré-estabelecida feita pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU sediada em Genebra, que é responsável por manter e atualizar seis listas de nomes para os furacões do Atlântico, que rotacionam a cada seis anos. A nomeação de furacões facilita o trabalho dos meteorologistas e ajuda o público a identificar e acompanhar as tempestades de uma forma mais fácil.

A origem e a evolução da lista de nomes

O processo começou em 1953, quando o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) criou uma lista formal de nomes para os ciclones do Atlântico. Inicialmente, apenas nomes femininos eram usados, mas em 1979, a lista passou a alternar entre nomes masculinos e femininos. Desde então, os nomes seguem uma ordem alfabética: a primeira tempestade do ano recebe um nome com a letra A, a segunda com a letra B, e assim por diante. Além do Atlântico, outras regiões seguem um padrão semelhante, cada uma com suas próprias listas de nomes.

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Por que alguns nomes são retirados?

Em algumas circunstâncias, nomes são retirados da lista e substituídos. Isso acontece, principalmente, quando um furacão causa grande destruição e fatalidades. Retirar o nome de um furacão devastador é uma forma de evitar insensibilidade ao relembrar tragédias. Em reuniões da Organização Meteorológica Mundial, especialistas decidem quais nomes devem ser removidos e quais entrarão em seu lugar. Foi o caso de nomes como Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005 e foi substituído por Katia, e Harvey, substituído por Harold após os estragos de 2017.

Desde 1953, 94 nomes foram retirados e substituídos das listas do Atlântico. Esse processo garante que os nomes escolhidos para as listas futuras sejam apropriados e não tragam lembranças dolorosas para as comunidades afetadas.

A escolha de nomes humanos em vez de termos técnicos ou numéricos facilita a comunicação com a população. A prática garante que os alertas sejam claros e que os nomes sejam lembrados com facilidade, ajudando a manter as pessoas informadas e em segurança diante dos riscos dos fenômenos climáticos.

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