Descubra o lado B do WhatsApp
Vícios e brigas por causa de ciúmes mostram um lado negativo do aplicativo de mensagens
Tecnologia e Ciência|Do R7

É bem provável que você utilize o WhatsApp para conversar com a maioria dos seus contatos, tanto amigos e conhecidos, como companheiros. Apesar de facilitar a comunicação entre as pessoas, o “zap zap” também pode apresentar um lado B, com brigas, ciúmes, discussões, vícios, e até mesmo morte.
Esse ano, o WhatsApp foi oficialmente comprado pelo Facebook por U$ 22 bilhões, uma das maiores aquisições da história. Muitas pessoas se preocuparam que isso fosse prejudicar de alguma maneira a utilização do serviço, e em novembro uma atualização do aplicativo passou a mostrar quando as mensagens eram lidas, assim como acontece no Messenger do Facebook.
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Essa mudança desagradou milhares de usuários, que sentiram que sua privacidade estava sendo invadida. O estudante Victor Cianci foi um deles: a atualização do aplicativo foi a gota d’água para que ele excluísse a sua conta.
— Eu já tinha vários pequenos problemas com o Whatsapp, como não poder silenciar os grupos por mais de uma semana, receber mensagens sem-graça em cinco grupos diferentes, além do próprio vício no aplicativo. Quando fiquei sabendo que o Facebook havia comprado o WhatsApp, imaginei que daí para frente seria só ladeira abaixo. E realmente foi: assim que eu vi a atualização, excluí a conta na hora.
Além da questão da privacidade, outro aspecto que acaba causando problemas entre os usuários do aplicativo é o ciúme. Na Itália, por exemplo, um levantamento mostrou que o WhatsApp é citado em 40% dos casos de divórcio no país.
Além disso, crimes passionais envolvendo o aplicativo de mensagens estão cada vez mais frequentes na mídia. Em novembro deste ano, por exemplo, uma promotora de vendas foi morta a facadas pelo ex-namorado por trocar mensagens com outros homens no aplicativo.
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Vingança
Crimes que envolvem vingança pornô, conhecido como “revenge porn”, em inglês, também se tornaram cada vez mais comuns após a ascensão dos aplicativos de troca de mensagens. Antes, as fotos “vazadas” costumavam se espalhar apenas em sites mais específicos. Agora, essas imagens ou vídeos podem atingir milhares de pessoas com o WhatsApp.
O agravante, no caso do “zap zap”, é que o usuário pode receber essas fotos mesmo que ele não se interesse em vê-las. Caso um amigo envie o arquivo, ele irá compactuar com a invasão de privacidade mesmo que ele não tenha buscado por fotos roubadas, como no vazamento das fotos da atriz Jeniffer Lawrence, ou em casos de vingança pornô.
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Em agosto deste ano, três jovens em Minas Gerais foram vítimas desse tipo de ação. Suas fotos íntimas foram vazadas por antigos namorados ou companheiros e publicadas nas redes sociais e no WhatsApp. As três tiveram que parar de estudar e sofreram agressões verbais por causa das imagens íntimas.
Tudo isso não significa que o WhatsApp deve ser abandonado, e sim que é necessário ficar atento a sua utilização, tanto na questão da privacidade, quanto com quem esses arquivos são compartilhados.














