'É loucura banir a Netflix dos festivais', diz fundador da empresa
O R7 conversou com Mitch Lowe, um dos idealizadores da plataforma de streaming, sobre o Festival de Cannes e a série brasileira O Mecanismo
Tecnologia e Ciência|Pablo Marques, do R7

Em entrevista ao R7, o cofundador da Netflix Mitch Lowe criticou a decisão do Festival de Cannes de a empresa da disputa pela Palma de Outro. O executivo veio ao Brasil para participar do Innovation Week 2018 na última quinta-feira (19).
No fim de março, o diretor artístico de Cannes, Thierry Frémaux, anunciou que os filmes produzidos pela Netflix não poderiam ser exibidos na mostra competitiva.
Isso porque a plataforma de streaming teria negado fazer exibições em cinemas. Essa regra é uma novidade em relação a edição do ano passado, quando os filmes Okja e Os Meyerowitz foram indicados.
"É loucura a indústria do cinema e a academia banirem a Netflix", afirmou Lowe. "O que nós precisamos fazer é só pagar para 4 ou 5 cinemas fazerem exibições para estar qualificado para participar", completou.
Lowe argumenta que a medida é uma forma da indústria do cinema se proteger de um novo estúdio. Segundo ele, as novas produções da Netflix receberão um investimento de US$ 8 bilhões só neste ano.
No balanço publicado nesta semana, o número de assinantes da Netflix no mundo é de 118,9 milhões. Todos esses usuários contribuíram para o faturamento da empresa, que cresceu 43% nos últimos 12 meses, o maior desde sua fundação.
Questionado sobre as críticas à série sobre a Operação Lava Jato O Mecanismo, do diretor brasileiro José Padilha, Lowe disse que os assinantes são os responsáveis pelo o que consomem.
"Nós vamos produzir a maior quantidade possível de conteúdos sobre temas variados e deixar os assinantes escolherem o que eles querem assistir e o que não querem. Se você não que ver algo, então não assista", afirmou o executivo.














