‘Intervenção precisa ser feita com muito debate’, diz especialista sobre adolescentes na internet
Pesquisa revela que 50% dos jovens no Brasil passa mais tempo nas telas do que gostaria; 22% afirma sentir ansiedade durante o uso
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A pesquisa “Adolescência Sem Filtro”, do Instituto Alana, revelou que metade dos adolescentes no Brasil passa mais tempo nas telas do que gostaria. 50% dos jovens também disseram que não há limite de tempo de internet em casa.
A maior fatia dos adolescentes, quase 30%, fica entre três e quatro horas on-line diariamente. 15% contou que esse tempo ultrapassa as oito horas. 41% dos entrevistados no levantamento reconheceram dependência do celular há pelo menos dois anos. Entre os usos mais adotados, 66% dos entrevistados concentram o tempo nas redes sociais, 57% em conversas com amigos e família, 56% em jogos. 71% disse que se diverte quando usa a internet, e 22% afirmou sentir ansiedade.
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Quase três quartos dos entrevistados, 71%, acreditam que a internet precisa de mudanças para se tornar um ambiente melhor. A pesquisa foi realizada com uma amostra de 505 adolescentes brasileiros.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (12), Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, ressalta que, a partir do momento em que a pessoa reconhece que algo não está fazendo bem e, ao mesmo tempo, não consegue se afastar disso, é importante ter alguma forma de regulação ou intervenção.
“Nós não podemos também atribuir que automaticamente as redes sociais são ruins; depende do tipo de conteúdo que a pessoa está consumindo. Agora, quando nós olhamos na outra ponta, nessa incidência de ansiedade da pessoa dizendo que não se sente bem, não parece que ela esteja consumindo o conteúdo que está sendo nutritivo, que está sendo positivo, que está ajudando em alguma coisa”, pontua.
Segundo Igreja, a proibição de certas plataformas para adolescentes em países como Austrália, por exemplo, foi avaliada depois de um tempo em vigor e foi descoberto que mais de 85% das crianças e adolescentes conseguiam acessar como se absolutamente nada tivesse acontecido, por meio de outros caminhos.
“O assunto demanda profundidade, demanda debate. Eu acho que a autorregulação é sinônimo de ingenuidade, e, do outro lado, é claro, qualquer forma de intervenção precisa ser feita com muito debate, com muita maturidade, com muito conhecimento técnico também”, aponta o especialista.
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