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Entenda por que nutricionistas estão sendo proibidos de usar IA no trabalho

Especialista acredita que medidas semelhantes sejam impostas a outras profissões no futuro

Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Conselho Federal de Nutrição proíbe o uso de inteligência artificial para simular resultados clínicos.
  • Nutricionistas não podem associar suas imagens a marcas de alimentos ou suplementos.
  • A norma exige transparência sobre o uso de IA em cardápios e métodos pelos profissionais.
  • Especialista acredita que regras semelhantes podem ser aplicadas a outras profissões para garantir a ética na comunicação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A utilização de inteligência artificial por nutricionistas para simular resultados clínicos foi oficialmente proibida pelo Conselho Federal de Nutrição, que endureceu o regramento em torno de publicidades associadas a marcas. A regra geral é a proibição de prescrever, indicar ou associar imagens profissionais a marcas de alimentos, suplementos ou laboratórios.

O conselho julgou que o uso de imagens que mostravam comparações de antes e depois poderia induzir os pacientes ao erro. A norma também obriga o profissional a deixar explícito onde ocorreu o uso de IA, como na elaboração de cardápios e métodos. A regra que chamou mais a atenção do especialista em tecnologia Arthur Igreja, entretanto, foi a de a tecnologia não substituir o atendimento direto ao nutricionista.


Escolhi essa porque a outra tinha uma mosca
Uso de IA na elaboração de cardápios e métodos deve ficar explícito Reprodução / Record News

“Isso, em relação a redes sociais, é um ponto muito importante, porque [...] muitas vezes a pessoa acha que está falando com um ser humano, mas, na verdade, pode ser um fluxo totalmente automatizado. Temos que lembrar que a IA tem espaço para alucinação e respostas erradas”, elaborou Igreja no Conexão Record News desta terça-feira (28).

Ele afirma que as novas medidas reforçam as responsabilidades e deveres dos profissionais e acredita que medidas semelhantes serão impostas para todas as áreas de serviço existentes: “O que não pode acontecer é nós termos a IA generativa sendo usada para criar uma realidade que não existe”.


O especialista também destacou a ética por trás da maior separação que ficou definida entre profissional e marcas parceiras: “Justamente para não ter um tipo de recomendação que muitas vezes o consumidor não imagina que ali existe um incentivo econômico”.

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