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Especialista diz que smartphones mudam a relação com a cidade

Socióloga explica que a cidade se torna um local virtual com o uso constante da tecnologia móvel

Tecnologia e Ciência|Do R7

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Especialista acredita que o uso constante dos smartphones transforma a cidade em um local virtual
Especialista acredita que o uso constante dos smartphones transforma a cidade em um local virtual

Provavelmente, enquanto você lê esse texto, você sabe onde seu smartphone está, ou até mesmo está fazendo a leitura por meio dele. É inegável: esses aparelhos entraram no nosso cotidiano para ficar.

Uma pesquisa feita com 390 paulistanos revela que 84% dos usuários usa o celular para compartilhar fotos e ideias em redes sociais, e 52% prefere esquecer as calças em casa a esquecer do celular.


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Novo recurso google maps
Novo recurso google maps Reprodução/Google

Mas como esse fenômeno está mudando nossas vidas? Em um podcast da Unesp, Heloisa Pait, especialista em sociologia da comunicação da Unesp em Marília, diz que o uso de smartphones tem influenciado a relação das pessoas com a cidade.


A especialista explica que as facilidades e serviços presentes nesses dispositivos nos aproximam de maneira quase sentimental com a tecnologia.

— Nós fazemos tudo por meio deles: você usa o celular para saber aonde vai, você não precisa marcar um encontro com antecedência, já que pode no meio da rua tentar encontrar uma pessoa, além de várias outras funções.


Além das nossas relações sociais, Heloisa evidencia que a relação com a cidade também é alterada por causa dos smartphones.

— A cidade passa a ser não apenas uma cidade física, ou apenas um conceito na minha cabeça, com memórias e experiências. Ela passa a ser algo que não é mental nem físico, e sim virtual. Os lugares que eu vou não estão mais na cidade: estão em um mapa do Google


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Segundo a especialista, esse fenômeno se torna ainda mais forte e evidente porque não são poucas pessoas que têm esse tipo de relacionamento com os smartphones, e sim uma enorme massa populacional.

— Isso não se trata de apego ao aparelho, e sim ao que ele oferece. É um apego a um monte de informações que às vezes carregamos no papel, como um guia, por exemplo, e que agora estão sempre conosco dentro de um smartphone.

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