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Expedição de brasileiros à Islândia estuda capacidade de adaptação do musgo; entenda

Segundo coordenador, pesquisa deve ser revertida em noções de conservação ambiental

Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Equipe da Universidade Católica de Brasília participa de expedição à Islândia para estudar musgos em condições ambientais extremas.
  • Pesquisa busca entender a adaptação dos musgos às mudanças climáticas e contribuir para a conservação da biodiversidade.
  • Estudos incluem sequenciamento de DNA dos musgos para identificar mecanismos de resiliência e potenciais benefícios para a saúde.
  • Projeto Biotech já realizou pesquisas no Ártico e Antártica, destacando a importância do Brasil em estudos polares.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma equipe da Universidade Católica de Brasília participa de uma expedição à Islândia para estudar plantas que sobrevivem a condições ambientais extremas, como parte do projeto Briotech, que já levou pesquisadores ao Ártico e à Antártica. A pesquisa busca entender como as mudanças ambientais e climáticas afetam a sobrevivência desses organismos e como contribuir para a conservação da biodiversidade e futuros estudos em biotecnologia.

Em entrevista ao Link News, o coordenador da Briotech, Marcelo Ramada, destaca que o Brasil já tem uma importância mundial no que diz respeito ao estudo da Antártica e agora começa a fazer estudos mais frequentes no Ártico. Ele explica que as briófitas, objeto de estudo da equipe, são parentes próximas das primeiras plantas terrestres. “Elas são talvez mais simples em alguns termos de estrutura, mas muito complexas internamente e celularmente”, afirma.

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No senso comum, elas são conhecidas como musgos — aquela camada de plantas encontrada em troncos de árvores, em cachoeiras, na calçada ou em muros mais úmidos. A adaptação delas a esses locais é um dos aspectos que mais chama a atenção dos cientistas, que buscam identificar o mecanismo responsável por essa resiliência. Segundo Ramada, o conhecimento adquirido com o estudo gera benefícios diretos para a sociedade, podendo ser revertido em melhorias da saúde vegetal, animal ou humana.

“A gente está sequenciando todo o DNA delas para começar a ver quais são os potenciais que existem ali relacionados a essa sobrevivência, como ela sobrevive a esse estresse térmico. [...] Nós estamos começando agora a montar esse quebra-cabeça a nível de sequenciamento de DNA. Depois a gente vai querer entender quais são as moléculas que são produzidas e entender melhor alguns fenômenos que acontecem”, diz o especialista.

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