Meta abre ao público plataforma de realidade virtual

Horizon Worlds é a nova aposta da empresa detentora do Facebook e Instagram para se manter entre os gigantes da tecnologia

AFP
Óculos de realidade virtual são necessários para experiência imersiva do metaverso

Óculos de realidade virtual são necessários para experiência imersiva do metaverso

Joe Raedle/Getty Images North America/Getty Images via AFP - 1º.12.2021

A empresa matriz do Facebook, Meta, abriu nesta quinta-feira (9) ao público, nos Estados Unidos e no Canadá, a plataforma de realidade virtual da companhia, a Horizon Worlds. O novo passo é visto pelo gigante da tecnologia como a construção do metaverso do futuro.  

A Horizon Worlds está longe de ser um metaverso completamente terminado, uma espécie de internet do futuro em que experiências online, como falar com os amigos, poderiam simular situações presenciais graças aos dispositivos de realidade virtual.  

No entanto, os usuários já podem se reunir na nova plataforma para conversar, jogar e construir os próprios mundos virtuais, desde que tenham mais de 18 anos e o equipamento apropriado. Desde o ano passado, uma versão de testes da Horizon Worlds foi disponibilizada para um número limitado de usuários. 

Com o objetivo de ressaltar seu novo objetivo como empresa, o Facebook renomeou a empresa matriz para Meta, com a intenção de deixar para trás a imagem de uma rede social propensa às polêmicas, por uma nova visão como a plataforma de realidade virtual do futuro.  

"Queremos que a Horizon Worlds seja um ambiente seguro no qual todos possam seguir nossa política de conduta na realidade virtual", diz o anúncio da empresa na inauguração. "Há várias opções de segurança [...] que permitem fazer uma pausa e depois bloquear, silenciar ou reportar outros usuários", acrescentou.  

As principais redes sociais da Meta, Facebook e Instagram, vêm lutando para deixar para trás a crise desencadeada, em setembro deste ano, por um enorme vazamento de documentos internos para os jornalistas e as autoridades dos Estados Unidos pela delatora Frances Haugen

Os documentos vazados geraram artigos contra a empresa de Mark Zuckerberg em que se argumenta que, apesar de ter conhecimento de que alguns de seus produtos podem ser nocivos aos usuários, a companhia escolheu priorizar o crescimento sobre a segurança.

O caminho para o metaverso da companhia também inclui ferramentas de trabalho remoto, uma atividade que aumentou consideravelmente com a pandemia.  

Em agosto, a empresa apresentou uma tecnologia de "workrooms" (salas de trabalho, em tradução livre do inglês), que possibilidade a colaboração remota entre os usuários com acesso ao dispositivo Oculus de realidade virtual. 

O projeto Horizon Workrooms permite mudar rapidamente de espaços de trabalho virtuais para videoconferências e se adaptar a diferentes situações de trabalho.

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