Meta poderia ter o dobro do lucro sem processo nos EUA; entenda
Empresa teve US$ 9,86 bilhões de lucro líquido no terceiro trimestre do ano, quase o mesmo valor pago em acordos relacionados à saúde mental de jovens
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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O lucro da Meta registrou uma alta de 264% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo trimestre de 2025. A empresa teve US$ 9,86 bilhões de lucro líquido de julho a setembro de 2026. Já a receita da big tech dona do Instagram, Facebook e WhatsApp foi de US$ 64 bilhões, o que equivale a R$ 324 bilhões.
Contudo, apesar dos valores divulgados pela companhia, a empresa de Mark Zuckerberg precisou pagar mais de US$ 9 bilhões em acordo com estados norte-americanos que relacionaram problemas de saúde mental de crianças e jovens ao uso de redes sociais.
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Em entrevista ao programa Conexão Record News, Flávio D’Urso, especialista em crimes digitais, faz um alerta sobre o comprometimento dessa receita devido aos processos sofridos pela companhia: “Esse lucro líquido poderia ser praticamente dobrado, em razão desses quase US$ 10 bilhões que foram gastos; ele acabou sendo comprometido para que se encerrassem essas questões. Além de restrições de uso para jovens de 13 a 18 anos. Então fica um alerta para todas as empresas, que, sim, devem buscar lucro, mas não se deve descuidar da segurança de dados e da proteção psicológica dos usuários.”
A maior parte da arrecadação veio a partir de publicidades, que corresponderam a US$ 63 bilhões. “Quando você é bombardeado por anúncios patrocinados que te induzem a consumir, isso, sem dúvida nenhuma, tem muito impacto na sociedade e representa, então, boa parte do ganho das big techs como a Meta”, acrescenta D’Urso.
O especialista ainda complementa: “Por isso tem que haver um controle melhor, inclusive do próprio usuário, no uso das redes sociais para uma melhora da qualidade de vida.”
D’Urso também chama a atenção para a necessidade de regulamentação dessas plataformas, uma forma de conter seu potencial danoso na sociedade. “Nós não estamos falando de banir as redes sociais; lá é um espaço muito importante de relacionamento, de divulgação, de trocas comerciais. Todavia, precisa haver regras para melhor utilização dessas redes sociais, especialmente pelas crianças e adolescentes, mas também pelos adultos, afinal, nós estamos vendo o quanto isso tem interferido na vida adulta, inclusive nas relações de amizades e familiares”, finaliza.
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