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TSE determina que dona do Facebook esclareça em 48h restrições a posts de Lula

A campanha do petista acusa a empresa de tentativa de interferência no processo eleitoral

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O TSE ordenou que o Facebook explique em 48 horas sobre possíveis restrições seletivas a posts da campanha de Lula.
  • A campanha do PT acusa a plataforma de interferir no processo eleitoral e restringir postagens de forma seletiva.
  • A Meta nega as acusações, afirmando que os problemas técnicos não são exclusivos do Brasil e que cumprem as normas eleitorais.
  • O Tribunal também solicitou que a Agência Lupa e o Instituto Democracia em Xeque apresentem suas metodologias de levantamento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Facebook é gerencoiado pela Meta Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou neste sábado (10) que o Facebook preste esclarecimentos sobre possível restrição seletiva de conteúdo da campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) em 48 horas.

Segundo o despacho, a Meta deve:

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  • Preservar todos os registros, logs de moderação, dados de anúncios e métricas relacionados ao caso;
  • Informar, perfil a perfil, todas as medidas aplicadas desde 16 de agosto aos perfis oficiais de Lula e às contas de terceiros, como redução de alcance, exclusão de recomendação, restrição de busca, etc;
  • Explicar as anomalias nas métricas dos vídeos publicados em 7 de outubro, inclusive se houve recontagem ou expurgo de visualizações;
  • Especificar o fundamento concreto da desabilitação da conta de anúncios da campanha em 23 de setembro;
  • Demonstrar se identificou a rede de 255 perfis e quais providências adotou;
  • Descrever como aplica a regra de exclusão de perfis de candidatos dos sistemas de recomendação (art. 28, ? 1º-A, da Res.-TSE nº 23.610/2019) e se o faz de forma idêntica para as duas candidaturas.

O Tribunal também oficiou a Agência Lupa e o Instituto Democracia em Xeque para que apresentem a metodologia de seus levantamentos. Após a resposta da Meta, a coligação e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão 24 horas cada para se manifestar, e o pedido de tutela de urgência será então apreciado.

Mais cedo, a campanha do petista acusou a empresa de tentativa de interferência no processo eleitoral e disse que iria acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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A coligação sustenta que a plataforma tem restringido de forma seletiva a entrega de postagens da campanha e de perfis de seu campo político, comprometendo a paridade de armas na disputa.

Cita ainda a atuação de uma rede de 255 perfis no Instagram, geridos por inteligência artificial, que teria alcançado 58 milhões de visualizações em um mês, atacando Lula, o PT e a primeira-dama Janja da Silva. O levantamento é do projeto VigIA, da Agência Lupa, entre 1º e 5 de outubro.

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O Tribunal também oficiou a Agência Lupa e o Instituto Democracia em Xeque para que apresentem a metodologia de seus levantamentos.

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A Meta afirmou, em nota, que as alegações feitas mais cedo pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são “simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”.

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“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, afirmou a Meta, em nota.

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