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Odisseia no espaço! Raios cósmicos podem danificar cérebro de astronautas

Hipótese foi levantada por estudo financiado pela Nasa

Tecnologia e Ciência|Will Dunham

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Viagem ao espaço pode ser danosa aos seres humanos
Viagem ao espaço pode ser danosa aos seres humanos

Detritos espaciais, asteroides errantes, falta de suprimentos, defeitos nos propulsores ou até mesmo alienígenas mal-intencionados tantas vezes retratados em filmes de Hollywood, podem não vir a ser um problema para uma eventual viagem de astronautas a Marte. O verdadeiro desafio pode ser os onipresentes raios cósmicos da galáxia.

Pesquisadores disseram nesta sexta-feira (1º) que a exposição por um longo período a esses raios que permeiam o universo, como ocorreria em uma viagem de ida e volta à Marte, pode causar deficiências cognitivas similares à demência em astronautas.


Em um estudo financiado pela Nasa, camundongos foram expostos a partículas altamente energizadas, como as dos raios cósmicos, e apresentaram um declínio cognitivo e mudanças na estrutura e integridade das células nervosas do cérebro e nas sinapses, local de troca de impulsos nervosos.

As partículas irradiadas pelos raios cósmicos, originárias da explosão de estrelas chamadas supernovas, são capazes de penetrar as espaçonaves e os corpos dos astronautas. A própria Terra está protegida por sua magnetosfera.


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Charles Limoli, professor de oncologia da Universidade da Califórnia, disse "sem nenhuma dúvida" que seres humanos enfrentariam os mesmos problemas dos ratos.


— Os astronautas podem incorrer em deficiências cognitivas que levam ao decréscimo da performance, confusão, crescente ansiedade e problemas a longo prazo com a saúde cognitiva.

Isso pode comprometer atividades cruciais para a missão, especialmente caso alguma situação inesperada surja durante a viagem pelo universo, disse Limoli.

Os ratos de laboratório, geneticamente modificados para terem neurônios fluorescentes, facilitando sua análise estrutural, foram expostos aos raios no Laboratório Nacional Brookhaven, em Nova York, e examinados seis semanas depois.

Além das alterações nas células nervosas e sinapses, os ratos demonstraram uma pior performance no aprendizado e em testes de memória. Eles também perderam a curiosidade e ficaram lerdos.

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