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Países devem adotar cada vez mais restrições ao uso de redes sociais por menores, aponta especialista

Reino Unido vai banir menores de 16 anos das redes sociais; governo britânico também avalia restringir chats de inteligência artificial

Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Reino Unido planeja banir menores de 16 anos das redes sociais e restringir chats de inteligência artificial até 2027.
  • Outras restrições incluem limitações para transmissões ao vivo, bate-papo com desconhecidos e um toque de recolher noturno para jovens até 18 anos.
  • Especialistas afirmam que a medida é polêmica, mas muitos pais são favoráveis a ações governamentais para proteção online de menores.
  • A tendência global é de mais países adotarem restrições severas ao uso de tecnologias por menores, similar a regulamentações de bebidas alcoólicas e cigarros.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Reino Unido vai banir menores de 16 anos das redes sociais. O governo britânico também avalia restringir chats de inteligência artificial. A medida deve ser regulamentada até dezembro e entrar em vigor no início de 2027. O anúncio da restrição foi feito nesta segunda-feira (15) pelo primeiro-ministro, Keir Starmer, que disse que a segurança online de crianças e adolescentes “é um dos maiores debates da época”.

Além das redes sociais, o governo estuda aplicar um pacote de outras restrições que afetam as transmissões ao vivo, o bate-papo com desconhecidos em plataformas de jogos e um uso limitado da internet, com toque de recolher noturno aos jovens de até 18 anos. A proposta rendeu críticas por parte de empresas como o YouTube.


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Em entrevista ao Conexão Record News, Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, afirma que, apesar de polêmica, a pesquisa apontou que os pais não só se demonstravam preocupados, mas favoráveis ao governo tomar alguma medida.

Segundo ele, muita gente vai achar que é positivo, outros vão achar que é algo negativo, mas o fato é que esse é mais um país se movimentando. Depois da Austrália — que já baniu o uso para menores de 16 anos nas redes sociais — e acabou criando um movimento.


“As plataformas não têm compromisso com a verdade, não têm compromisso com a apuração de fatos. As plataformas têm compromisso com os seus acionistas, com o seu modelo de negócio. E esse modelo de negócio tem a ver com o direcionamento de conteúdo, com a percepção dos sentimentos, dos interesses, do endereçamento de conteúdo, e que mantém a pessoa o maior tempo possível”, afirma Igreja sobre a responsabilidade das empresas que administram as redes sociais.

Para o especialista, a tendência é de que cada vez mais países adotem restrições mais severas contra o uso de novas tecnologias por menores de idade. “É inegável que mais países, mais territórios estão indo nessa direção, e nessa direção, parecido com algo como bebida alcoólica, como cigarro, até mesmo como a direção, em que se tem uma marcação de ‘olha, só pode depois de certa idade’”.


No caso do Brasil, após a chegada do ECA Digital, sites e plataformas passaram a pedir uma validação de idade do usuário, o que vai ao encontro de outros países, que estão se preocupando mais com autorizações dos pais por meio do controle parental ou até do uso de biometria.

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