R7 acompanha evolução da internet e indica tendências para 2015
Portal tem novidades para se manter como protagonista na rede brasileira
Tecnologia e Ciência|Do R7
A internet brasileira deu um salto grande nos últimos cinco anos, mas tem muito a evoluir. Nesse período, o número de internautas brasileiros cresceu de 41% para mais de 50% do País – considerando apenas pessoas com dez anos de idade ou mais. Os números fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios) divulgada recentemente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Parte integrante dessa revolução, o R7 investe desde seu lançamento para ser uma parte importante da vida digital dos internautas brasileiros.
O portal chega ao seu aniversário de cinco anos neste sábado (27) como participante ativo de várias das mudanças que ocorreram na internet no País. O DNA social da marca e a abertura para conversar com usuários de todas as gerações são reconhecidos como marcas do R7 na internet brasileira. O portal conta com uma ampla oferta de serviços que englobam diferentes aspectos do cotidiano: desde informações de trânsito para facilitar o dia a dia, passando pela compra de produtos até a busca de cursos para o crescimento profissional.
De acordo com o diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), Demi Getschko, a mudança principal verificada nos últimos anos foi a troca de papel entre pessoas e computadores na rede.
— Acho que a grande surpresa ou talvez o grande impacto da internet é que ela cada vez mais tenha se distanciado da sua estrutura física, dos computadores e está vez mais ligada às pessoas: o dia a dia delas, suas atividades na rede. Se antigamente a internet era uma ligação entre computadores, para que as máquinas trocassem informação, hoje isso é quase invisível. Você só enxerga as pessoas.
O órgão faz parte do GGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), responsável pela pesquisa e desenvolvimento para manutenção do nível de qualidade técnica e inovação no uso da internet, entre outras atribuições.
Esse aspecto de oferta de novas ferramentas para a internet explica a transformação da internet de uma fonte de informação para uma plataforma mais completa de serviços - derrubando definitivamente a barreira entre off-line e online, segundo especialistas. A reportagem do R7 consultou vários especialistas e formadores de opinião para avaliar as principais mudanças e tendências para a rede nos próximos anos. Confira:
"O poder do pequeno"
Desde seu lançamento, há cinco anos, o R7 tem como objetivo principal conversar com o seu internauta. Ao contrário do modelo clássico no qual os meios de comunicação apenas informam e os leitores devem aceitar o conteúdo, o portal investe em uma linha editorial que privilegia a participação de quem está do outro lado da tela - seja de um tablet, monitor, smartphone ou qualquer outro dispositivo. Além de investir em uma experiência melhor para esses dispositivos, o portal já é um dos mais sociais no Brasil.
Mestre em comunicação, professor da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e pesquisador de cibercultura, Erick Felinto, comenta que o aspecto colaborativo trazido pelas redes sociais e pela explosão dos smartphones trouxe uma nova revolução para a forma de gerar conteúdo.
— O fato de todas as pessoas andarem com uma câmera na mão, no celular, é revolucionário. Dá o poder de noticiar para as pessoas, coisas que não existiam no jornalismo diário. Hoje temos grandes opções para consultar as notícias, oriundas de diferentes plataformas. Formas diferentes de narrativa.
Dentro desse cenário, Felinto comenta que há uma grande tendência para a participação cada vez maior das pessoas na publicação das informações. Iniciativas como o R7 Prisma, portal de opinião com mais de cem blogueiros, mostram que há cada vez mais espaço e interesse em assuntos específicos e segmentados.
— Para mim, o aspecto colaborativo da rede é um dos pontos mais interessantes. As pessoas estão tendo a força para criar coisas novas. Produzir, definir os rumos da própria tecnologia. Isso parece muito interessante e acredito nessa tendência para os próximos anos. A força do pequeno. Indivíduos que podem usar a força do coletivo e se aglutinarem em torno de temas que eles acreditem. Acesso a todos os tipos de informação, mercados e problemáticas muito mais voltados para interesses individuais.
Vida digital
As barreiras entre a chamada "vida real" e o online foram demolidas e, nesse contexto, a internet se tornou uma plataforma mais abrangente, que está em todos os lugares e tem papel fundamental na construção de uma nova geração informada e segura da internet brasileira, comenta o professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista), pesquisador e especialista em segurança digital Adriano Cansian.
— Os portais de internet podem ajudar a construir uma vida digital decente, prestando informações de qualidade que permitam fazer um melhor uso da rede e fazer também com que as pessoas não se envolvam em problemas usando a internet. Isso terá um papel fundamental na maneira como a geração atual e futura poderá fazer bom uso da Internet. Vejo uma extrema importância de que isso seja focado para as crianças e adolescentes e os portais apresentam grande potencial para isso.
O especialista em segurança ainda comenta que a internet brasileira está longe de alcançar sua maturidade. Para o professor da Unesp, é preciso transformar a internet do futuro em uma fomentadora de negócios e investir em serviços é parte dessa estratégia.
— Ainda temos de evoluir muito na maneira como a internet é usada e também como ela é provida, incluindo aí preços de acesso e largura de banda disponível. Acredito que nosso atraso seja de uns dez anos comparado com países que extraem o melhor potencial da internet em termos de negócios e geração de riquezas. No Brasil ainda usamos muito a rede como entretenimento e comunicação, mas ela precisa ser usada cada vez mais para gerar negócios e riquezas que possam ser compartilhadas por todos, não apenas em termos de capital, que é importante claro, mas em termos de conhecimento, de sabedoria e de formação profissional e moral. Ainda estamos longe de atingir isso.
O que esperar de 2015?
Antes de pensar na internet das coisas e nos gadgets de vestir, Cansian comenta que ainda há a necessidade de maior oferta de conteúdo de alta definição – um dos pontos mais importantes para a internet brasileira no próximo ano.
— Vejo um aumento da disponibilidade de banda, com o crescimento da disponibilidade de fibras óticas que permitem conexão a velocidades muito altas. Isso vai permitir novas opções de entretenimento (vídeo/áudio) em alta definição.
Atualmente, o R7 publica mais de 500 vídeos diariamente, entre conteúdos da Rede Record, Record News e diversas produções próprias em Esportes, Entretenimento, Notícias e programas como A Fazenda Online e Legendários na Web. Comemorando os cinco anos, o portal estreia o R7 TV. São quatro canais com programação on demand. Um dedicado à transmissão da Record e produções relacionadas aos programas, outro à Record News, o terceiro apenas para vídeos originais do R7 e um canal colaborativo para receber e exibir materiais feitos pelos internautas.
As novas tecnologias abrem caminho para quebras de paradigma em diferentes áreas. A educação é uma das principais revoluções previstas por analistas consultados. O e-learning vive uma ascensão que deve se confirmar nos próximos anos e mudar a forma como professores ensinam e como alunos aprendem. O e-learning também é uma tendência que faz parte da visão de futuro do portal. Em entrevista exclusiva ao R7, o pioneiro da indústria dos videogames e cofundador da Atari, Nolan Bushnell, afirma que os autodidatas devem ganhar cada vez mais força no mercado de trabalho.
— Acho que os empregos do futuro vão exigir níveis educacionais cada vez mais altos. E a maioria dessa formação virá de pessoas autodidatas. As pessoas que estão tendo sucesso nos dias de hoje são as pessoas que estão ensinando a si próprias, porque os recursos e a informação estão online.
No último mês, o R7 firmou uma parceria com a plataforma Coursera.org, para lançar o serviço de ensino pela internet no Brasil. Além de disponibilizar conteúdo em português de universidades famosas de todo o mundo – Yale, Stanford, Genebra, Princeton – também foram acrescentados cursos de instituições renomadas do País, como USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), entre outras.














