Sonda Rosetta lança módulo Philae sobre cometa
Tecnologia e Ciência|Do R7
(Atualiza com mais informações). Darmstadt (Alemanha), 12 nov (EFE).- A sonda europeia Rosetta lançou o módulo Philae sobre o cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko a uma distância de 22 quilômetros do astro, e a aterrisagem está prevista para ocorrer sete horas depois. O objetivo da missão é estudar a composição do cometa. A Agência Espacial Europeia (ESA) informou nesta quarta-feira de seu centro de operações na cidade de Darmstadt, na Alemanha, que a separação do módulo Philae ocorreu às 7h03 (de Brasília). O diretor de voo do Rosetta, Andrea Acommazzo, disse que a manobra de separação aconteceu com "sucesso" e que o Philae está se movendo na direção do cometa. Esta é a primeira vez que uma espaçonave chega tão perto de um cometa, algo que os especialistas compararam em importância científica e complexidade técnica à chegada à Lua ou à missão japonesa Hayabusa, que em 2005 realizou testes na superfície de um asteroide. A ESA voltará a receber um sinal do Philae durante a manhã, o que demonstrará se o módulo de aterrissagem segue vivo. A sonda europeia Rosetta chegou em agosto próximo ao cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, após uma viagem de dez anos através do Sistema Solar para estudar sua origem. O cometa não está ativo pois se encontra a uma distância de 450 milhões de quilômetros do Sol. A aterrissagem deverá ocorrer em uma zona chamada Agilkia e o módulo se alimentará de energia solar. Ainda não se sabe se o Philae irá conseguir efetuar a aterrisagem. Caso sobreviva, o módulo medirá o campo magnético do cometa e fará análises, de até 30 centímetros de profundidade, dos materiais da superfície do núcleo na fase de máxima atividade, quando se aproxima do Sol. A ESA vai estudar detalhadamente o desenvolvimento da cauda do cometa, investigar a água que existe dentro do astro e a sua expulsão, analisar que tipo de água se trata e se é semelhante a da Terra. Com isso, será possível descobrir se foram os cometas que trouxeram água para a Terra. A agência espacial também estudará se existem moléculas complexas no astro -origem da vida- e se foram os cometas quem podem tê-las trazidos para a Terra. EFE aia/dk (foto)














