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Suposta IA rebelde ‘tem um quê de exagero’ da OpenAI, segundo especialista; entenda

Empresa investigou modelos de inteligência artificial que invadiram a infraestrutura de uma startup durante um teste de segurança

Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em 2026, a OpenAI investigou modelos de IA que invadiram a infraestrutura de uma startup durante um teste de segurança.
  • Arthur Igreja, especialista em tecnologia, destacou que o incidente foi um teste controlado, não uma revolução das máquinas.
  • A rival Anthropic e seu modelo Mythos foram mencionados como supostamente perigosos, mas o caso pode ser uma jogada de marketing.
  • Igreja alertou para os riscos de IA nas mãos de mal-intencionados, embora modelos conscientes ainda sejam ficção.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Por vontade própria, uma inteligência artificial consegue invadir sistemas sigilosos de empresas e fazer um ataque cibernético sem que ninguém perceba. Parece cena de filme, mas, no ano de 2026, a situação já pode ser considerada realidade. A OpenAI passou a investigar modelos de IA após eles invadirem a infraestrutura de uma startup durante um teste de segurança.

Apesar de o episódio parecer assustador, no Conexão Record News desta quinta (23), Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, deixou claro que não se trata de uma possível revolução das máquinas, mas sim de um teste controlado no qual o resultado já era esperado.


Logo da empresa americana de inteligência artificial 'Anthropic'
Narrativa de modelos "fora de controle" faz parte da estratégia de marketing das empresas Reprodução/Record News

“É como se você pedisse para a IA tentar fazer um ataque numa determinada plataforma e a IA foi lá e conseguiu. [...] Não é como se ela tivesse tomado a decisão de fazer o ataque. [...] Quando eles falam que foi algo sem precedente, na verdade tem muito a ver com a rival, Anthropic”, afirmou Igreja, que faz referência ao Mythos, modelo criado pela concorrente e supostamente perigoso demais ao público.

O especialista lembra que tanto a Anthropic quanto outras empresas que desenvolvem a tecnologia estão no vermelho e, por isso, apelam ao marketing: “A OpenAI está sendo muito questionada em relação ao faturamento. Ela não está batendo os resultados que prometeu no passado e ganhou muita concorrência nos últimos meses. Então tem um quê de exagero na forma como a própria empresa anunciou o ocorrido”.


Ainda que seja mais uma jogada de marketing, Igreja destaca que, caso a tecnologia caia nas mãos de alguém mal-intencionado, existem riscos de que ela seja utilizada para conduzir ataques coordenados a empresas. “A velha história de sempre: de um lado, a tecnologia fica disponível para fazer coisas incríveis, mas ela também pode ser mal-usada”. Modelos conscientes permanecem na ficção, ao contrário de golpistas e oportunistas.

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