Táticas viciantes das redes sociais não foram desenvolvidas por acaso, afirma especialista
UE diz que Meta falhou em avaliar os riscos de dependência digital causados por mecanismos como reprodução automática de vídeos e rolagem infinita
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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Uma investigação da Comissão Europeia, respaldada pela Lei de Serviços Digitais, apontou que a Meta, dona do Facebook, falhou em avaliar os riscos de dependência digital causados por mecanismos como reprodução automática de vídeos e rolagem infinita presentes nos aplicativos.
“Eles estão basicamente documentando aquilo que, na prática, nós já sabemos há muito tempo. Não é que as redes sociais [...] foram desenvolvidas da forma como foi ao acaso. É fruto de um desenvolvimento que tinha como objetivo nos manter mais tempo online”, analisou o especialista em tecnologia, Arthur Igreja.

A empresa pode responder às acusações antes da emissão da decisão final da Comissão, que deve sair nos próximos meses, mas o resultado gerou uma resposta da União Europeia, que ameaçou cobrar uma multa de até 6% do faturamento global anual da empresa por ela ter desrespeitado regras de regulamento.
Em 2025, a receita da Meta foi de US$ 200,97 bilhões. “Afinal de contas, quanto mais tempo a pessoa fica online, mais anúncios ela vai assistir e aumenta a chance de conversão para os anunciantes [...]. É por isso que se chama economia da atenção”, explicou Igreja no Conexão Record News desta sexta-feira (10).
O especialista acredita que as medidas empregadas pela União Europeia sinalizam uma maior regulamentação das redes, que, assim como as leis de proteção de dados, podem ser empregadas por outros países.
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“Estudos apontam que não é só uma questão de tempo online, mas é também um sentimento de fadiga, prejudica o sono, concentração, aprendizado. [...] Crianças e adolescentes, especialmente, já pagam esse preço”, concluiu.
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