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Uai-Sat, o satélite mineiro, é lançado ao espaço e chefe de missão comemora: ‘Parecia final de Copa do Mundo’

Foguete que o transportava desapareceu ao atingir 370 km de altitude e não concluiu missão

Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O satélite UAI-SAT, desenvolvido pela Universidade Federal de São João del-Rei, foi lançado no espaço, mas não alcançou sua missão devido a imprevistos.
  • O projeto tinha três objetivos: validar tecnologia em órbita, coletar dados para o agronegócio e monitorar raios e tempestades.
  • O chefe da missão, João Pedro Polito, descreve a experiência como tensa, comparando-a a uma final de Copa do Mundo durante a contagem regressiva do lançamento.
  • Após a separação do terceiro estágio do foguete, ele começou a girar descontroladamente, impedindo o satélite de atingir a altitude orbital.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um satélite desenvolvido com tecnologia da Universidade Federal de São João del-Rei, em Minas Gerais, foi lançado ao espaço nesta semana. Conhecido como Uai-Sat, ele foi lançado de um centro espacial na Índia, mas devido a alguns imprevistos, o foguete não pôde concluir a missão.

Em entrevista ao News 19 horas, o chefe de missão do Uai-Sat, João Pedro Polito, explicou que o projeto que começou em 2024 tinha três objetivos: validação de uma tecnologia — desenvolvida pela faculdade mineira — em órbita, coleta de dados para o agronegócio e internet das coisas, e um sistema de monitoramento de raios e tempestades.

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“Dentro dessa parte de coleta de dados para o agronegócio, o principal objetivo era levar conectividade para fazendas onde não há sinais de internet, telefone e outras tecnologias de comunicação [...] Agora, da parte de monitoramento de raios e tempestades foi um processo desenvolvido pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que tinha como validação medir pulsos que os raios gerariam e seriam captados do espaço”, argumentou o especialista.

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João Pedro também revelou que o projeto foi construído durante seus anos letivos como universitário, ao lado de outros três colegas. No momento do lançamento, não faltou emoção para os cientistas.

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“A gente brinca que parecia uma final de Copa do Mundo, nos pênaltis. Então na hora que começou a contagem regressiva, e na hora que o satélite começou a subir com o foguete ficamos muito apreensivos porque a qualquer momento poderia dar um problema [...] Na hora que houve a separação do terceiro estágio, uns minutos depois dessa separação, o foguete começou a girar descontroladamente e fez com que ele não conseguisse atingir a altitude orbital”, lamentou.

Mesmo assim, o lançamento representa um avanço significativo para Minas Gerais e a ciência do país.

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