'Ratos astronautas': mamíferos voltam à Terra após nave chinesa bater contra detritos espaciais
Roedores foram monitorados por vídeo multidimensional durante a missão de duas semanas na Estação Espacial Internacional
Tecnologia e Ciência|Do R7
Ao concluir uma missão de quase duas semanas a bordo da Estação Espacial Internacional da China, quatro ratos retornaram à Terra na sexta-feira (14) com os três astronautas da missão Shenzhou-20, trazendo consigo dados experimentais de grande valor.
Os "ratos astronautas", enviados pela espaçonave tripulada Shenzhou-21 em 31 de outubro para um experimento pioneiro sobre como os organismos vivos se adaptam aos desafios do espaço, tiveram sua permanência em órbita estendida para quase duas semanas — quase o dobro da duração originalmente planejada.
Segundo o plano original, os ratos retornariam à Terra a bordo da espaçonave tripulada Shenzhou-20. No entanto, a espaçonave sofreu um possível impacto de detritos espaciais. Assim, eles aguardaram por alguns dias e embarcaram na espaçonave Shenzhou-21 — sua nave original para a órbita — para iniciar a viagem de volta para casa.
Inesperadamente, isso acabou sendo uma vantagem para a pesquisa, já que a duração estendida aumentou significativamente o valor científico do experimento.
Como os primeiros animais mamíferos enviados à estação espacial, os ratos permaneceram sob monitoramento contínuo por vídeo multidimensional durante toda a sua estadia em órbita, com suas atividades e comportamentos sendo observados de perto.
Os pesquisadores analisarão essas gravações para descobrir como a ausência de gravidade e um ambiente confinado podem afetar o comportamento dos ratos.
Para obter dados de referência precisos e valiosos, os pesquisadores forneceram a esses ratos todas as condições de vida possíveis que atendessem às suas necessidades normais na Terra.
No espaço, uma das mudanças mais significativas é a ausência de distinção entre dia e noite. Para lidar com isso, os pesquisadores instalaram um sistema de iluminação nas unidades de alojamento dos ratos que liga às 7h e desliga às 19h, simulando o nascer e o pôr do sol na Terra e ajudando a manter seus ritmos circadianos.
A higiene é outro grande desafio no espaço, já que pelos, restos de comida e fezes podem flutuar livremente no ar. Por isso, as unidades de alojamento foram equipadas com um sistema de fluxo de ar que funciona como um aspirador, soprando os resíduos para caixas coletoras para manter um ambiente relativamente limpo para os ratos.
Os ratos, graças a esses cuidados, se adaptaram rapidamente ao ambiente de microgravidade no espaço. As câmeras chegaram a capturar a adorável cena dos ratos dormindo enquanto flutuavam no ar. Eles também demonstraram uma agilidade notável, usando as paredes do recinto como apoio e exibindo habilidades de "corrida pelas paredes".
Após o retorno à Terra, os cientistas analisarão os parâmetros comportamentais, fisiológicos e bioquímicos dos ratos para compreender suas respostas imediatas e mudanças adaptativas às condições espaciais, fornecendo evidências para a biologia espacial.
Enquanto esses quatro ratos tinham seus dados fisiológicos coletados no espaço, outro grupo de ratos — servindo como grupo de controle — foi mantido em instalações idênticas em um laboratório na Terra.
Com os dados fornecidos pelo grupo de controle, os pesquisadores podem identificar com mais precisão quais fatores específicos do ambiente espacial causam mudanças nos "ratos astronautas", fornecendo, assim, dados científicos mais detalhados e confiáveis para apoiar a exploração espacial humana.
As imagens são da Reuters.
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