World Mobile Congress renova conceito de inovação em Barcelona
Os principais lançamentos do evento de tecnologia mostram que o antigo é o novo novo
Tecnologia e Ciência|Luiz Pimentel, do R7

Um dos destaques que os organizadores do Mobile World Congress — que acontece em Barcelona, desde o dia 27 de fevereiro até amanhã, 2 de março — é o que chamam 4YFN (4 Years From Now, daqui a quatro anos, em tradução livre), onde sugerem retrato do mundo tecnológico móvel nesse período futuro. Nada poderia estar mais longe do que as marcas presentes ao evento sugerem.
O Mobile World Congress é uma das vedetes do evento do tipo. Talvez a vedete mais desejada hoje. Faz por merecer. Todo mundo que importa está lá, e as marcas guardam principais lançamentos para os quatro dias.
Só que a Apple com Steve Jobs nos preparou de todas as formas: desde a transformação de celulares em máquinas mais espertas de comunicação (os tais smart), aos lançamentos serem celebrados como a revelação de um guru, que nos mostraria coisas que nem sabíamos que precisávamos e caminhos por onde trilharíamos os anos seguintes. Isso não acontece mais. E nem é uma constatação positiva ou negativa, mas circunstancial.
Pense nos highlights do congresso. A Blackberry voltou com um aparelho bem promissor, unificando a funcionalidade característica da marca à demanda atual de relação com aparelho; a Nokia fez um retorno triunfal com seu clássico 3310 (se você vir vai saber do que escrevo), que tem uma bateria aparentemente eterna; Samsung lançou linha nova de tablets Galaxy Tab S3 e Book, LG trouxe seu top de linha LG G6 focando em experiência com tela diferente e quem demonstra melhor jogo de cintura com as atuais condições de mercado é a Motorola.
Imagem vazada mostra o design do Galaxy S8
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A marca tem uma estratégia no mínimo inteligente nesse tal novo universo da inovação. Tem duas linhas de produto, uma mais seleta, os Moto Z (com os tais snaps, que são acoplados ao aparelho magneticamente) e a linha popular, os Moto G.
Nos modelos Moto Z, a inovação é o carro-chefe – a linha que está no mercado hoje tem a bateria extra como opção, um projetor e caixa de som da JBL, que transformam o celular em outro produto. No congresso, mostraram onde chegaremos no futuro (próximo) na linha – com os snaps que transformam o aparelho numa micro impressora, em controle de game ou até num pequeno robô, fora os múltiplos tipos de snap para carregamento do aparelho, incluindo wireless.
Já na linha G eles “inovam” (aspas necessárias) atendendo a demanda. Pelas pesquisas apresentadas em Barcelona, o público quer bateria mais longeva (62%), tela maior e com melhor definição (63%) e boa câmera (58%). E essas são as inovações da linha – uma câmera melhor, tela maior (estão lançando a linha plus, além de aproveitamento melhor da tela no normal) e deram uma melhora na bateria, em preço de celular....popular.
“É isso mesmo que fazemos. E vamos adaptando as pequenas mudanças relativas ao mercado por países de maneira localizada”, me disse o presidente da área mobile da Motorola para América Latina, Sergio Buniac.
Veja mais da cobertura do World Mobile Congress nos textos do editor de Tecnologia, Tiago Alcantara.















