YouTube ignorou alertas e permitiu vídeos conspiratórios, diz agência
Plataforma permitiu conteúdos afirmando que protestos após o atentado na escola secundária de Parkland, na Flórida, foram feitos por atores
Tecnologia e Ciência|Pablo Marques, do R7

O YouTube permitiu que vídeos sobre teoria da conspiração relacionados ao atentado na escola secundária de Parkland, na Flórida, em 2018, segundo matéria publicada pela agência Bloomberg.
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A empresa teria conhecimento sobre os vídeos que diziam que os alunos em protestos contra o ataque eram atores, mas decidiu manter o conteúdo no ar. Assim, algoritmo da plataforma propagou o conteúdo e contribuiu com a ideia de que as mobilizações eram falsas.
Uma equipe de funcionários responsável pela moderação da plataforma pediu que os vídeos deixassem de ser recomendados. O conteúdo deixou de aparecer nas listas de sugestões dos usuários, mas seguiu sendo possível assistir.
Segundo a reportagem, funcionários e ex-funcionários dizem que as chefias da empresa não tomavam atitudes contra esses vídeos, mesmo após alertas internos, por medo de limitar o engajamento dos usuários.
No último trimestre do ano passado, o YouTube disse que removeu mais de 8,8 milhões de canais por violar suas diretrizes. A medida buscava tirar do ar vídeos problemáticos em seu site, e a empresa agora aponta para os esforços como um sinal de sua atenção para seus problemas de conteúdo.
"Nosso foco principal tem sido enfrentar alguns dos desafios de conteúdo mais difíceis da plataforma", disse uma porta-voz em comunicado enviado por email para a Bloomberg. "Fizemos várias etapas significativas, incluindo a atualização do nosso sistema de recomendações para evitar a disseminação de informações errôneas, melhorando a experiência de notícias no YouTube, elevando o número de pessoas focadas em conteúdo em todo o Google para 10.000, investindo em sistemas para ser capaz de encontrar e remover conteúdo violento mais rapidamente, além de revisar e atualizar nossas políticas. Em 2018, fizemos mais de 30 atualizações de políticas. E este não é o fim: a responsabilidade continua sendo nossa prioridade número um”.
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Pesquisadores identificaram que o YouTube pode contribuir para o aumento do número de pessoas que acreditam na teoria da Terra plana. A suposição surgiu após a participação de estudiosos em conferências anuais sobre o assunto nos EUA, em 2017 e 2018 *Estagiária do R7, sob supervisão de Pablo Marques

























