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Agressividade palestina contra Israel aumenta e dificulta negociação

Recentemente, índice governamental de incitação contra judeus atingiu seu pior nível

Internacional|Do R7

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Militantes do Hamas exibem força contra Israel na Faixa de Gaza
Militantes do Hamas exibem força contra Israel na Faixa de Gaza

Autoridades israelenses chamaram a atenção recentemente para o aumento da demonização do Estado judaico estimulada pela ANP (Autoridade Nacional da Palestina). Tal situação, além de provocar atritos no dia a dia da população, dificulta ainda mais o delicado diálogo nas mesas de negociação para a paz.

De acordo com o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o índice de incitação palestina contra o país chegou ao nível mais agressivo desde que a pesquisa começou a ser feita. O referido dado é um projeto do governo judaico, que foi criado em 2009, para analisar a hostilidade da vizinhança.


Com o levantamento organizado pelo índice, as autoridades israelenses conseguem analisar a disposição dos líderes palestinos em avançar nos projetos de paz. Os resultados recentes deixam os negociadores judeus bastante receosos quanto aos comprometimentos e cumprimentos dos acordos diplomáticos.

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O discurso inflado do líder palestino, Mahmoud Abbas, na Assembleia Geral da ONU na semana passada, entre outros exemplos públicos, de acordo com o governo israelense foi um evidente desserviço ao entendimento bilateral. Na ocasião, Abbas teria atacado o Estado judaico, o que atrapalha a imagem do país e contamina as relações entre os dois países com “gotas de veneno”.

A demonização feita pelos líderes palestinos é difundida pelo mundo árabe e acaba contribuindo para a fissura cultural na região, afastando os povos da integração e cooperação positiva.


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A preocupação israelense ganha contornos mais perigosos já que a situação no Oriente Médio está cada vez mais tensa. A crise entre Hamas e Israel, apesar do cessar-fogo, ainda é latente. O Irã contrariando a comunidade internacional mantém seu programa nuclear, desestabilizando a vizinhança. No Egito, o governo liderado pela Irmandade Muçulmana continua defendendo medidas autoritárias e não parece disposto a dar continuidade nas reformas democráticas propostas pela Primavera Árabe.

A combinação de instabilidade político-econômica da região e o estímulo ao ódio contra Israel são certamente fatores que podem radicalizar as ideologias, inflamar a população e impossibilitar o diálogo. 

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