Internacional

26/1/2013 às 11h45 (Atualizado em 26/1/2013 às 12h34)

Aumenta para 22 número de mortos em enfrentamentos em Port Said, no Egito

Ainda de acordo com fontes médicas, mais de duzentos ficaram feridos

EFE

Veículo é incendiado durante manifestações nas imediações da prisão de Port Said AFP

Pelo menos 22 pessoas, 20 civis e dois policiais, morreram neste sábado (26) nos violentos enfrentamentos nas imediações da prisão de Port Said, onde 21 acusados pelo massacre ocorrido no estádio foram julgados. Ainda de acordo com fontes médicas, mais de duzentas pessoas ficaram feridas.

O diretor do departamento de hospitais de Port Said, Abderrahman Farah, explicou que todas as vítimas fatais morreram baleadas, com exceção de dois, que tiveram hemorragias internas. A maioria dos feridos já chegou sem vida aos hospitais da cidade, afirmou Farah, que acrescentou que as vítimas apresentavam "além de disparos de balas, fraturas e cortes em partes do corpo". O diretor informou que todas as mortes ocorreram nos choques entre as forças de segurança e os manifestantes nos arredores da prisão.

O Exército enviou tropas para a cidade para tentar restaurar o clima de tranquilidade e proteger os prédios públicos, anunciou Ahmed Wasfi, general do Estado-Maior, à agência oficial "Mena". Esta é a segunda cidade para onde foram enviadas nas últimas horas unidades das Forças Armadas.

Na manhã desta sábado, soldados chegaram em Suez, onde nesta sexta-feira (25) à noite ocorreram graves distúrbios, nos quais morreram oito pessoas.

Julgamento

Os distúrbios em Port Said começaram após um tribunal do país recomendar a pena de morte para 21 acusados no massacre ocorrido no estádio da cidade no ano passado, que envolveu torcedores de clubes rivais. O presidente do tribunal ordenou a transferência dos processos dos acusados ao mufti da República, para que então a máxima autoridade religiosa do país dite sua opinião sobre a execução dos acusados.

Após a decisão, parentes dos condenados e torcedores fanáticos do time local Al Masry tentaram invadir a prisão e enfrentaram com armas de fogo e coquetéis molotov as forças de segurança. Segundo o ministério do Interior, foram utilizadas nos distúrbios armas automáticas e até armamento pesado.

Protestos

Esta nova onda de violência ocorreu um dia depois de nove pessoas morrerem e 584 ficarem feridas, segundo os últimos dados do Ministério da Saúde, nos enfrentamentos registrados em todo o país durante a celebração do segundo aniversário da revolução que derrubou o presidente Hosni Mubarak. Ao todo, oito pessoas morreram em Suez e uma na cidade de Ismailiya, enquanto o maior número de feridos foi registrado na província do Cairo (172), seguida por Alexandria (102), Suez (89) e Ismailiya (77).

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