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Especialista critica ‘bateção de cabeça’ da diplomacia brasileira em episódio com EUA

Presidente Donald Trump revogou o visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti; entenda o histórico da crise

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo dos EUA revogou o visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti, surpreendendo o Brasil.
  • O Brasil manteve Viotti em Washington, acreditando que ela poderia continuar suas funções sem o visto.
  • Decisões anteriores do Brasil, como negar visto a funcionários dos EUA e demorar na chancela do embaixador americano, irritaram a Casa Branca.
  • O especialista Alexandre Pires criticou a diplomacia brasileira e alertou sobre a politização da diplomacia internacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Brasil foi pego de surpresa com a decisão do governo do presidente Donald Trump de revogar o visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti do país em território norte-americano.

Apesar disso, o governo brasileiro optou por manter a diplomata em Washington, afirmando que o entendimento era de que a embaixadora poderia continuar exercendo suas funções normalmente, sem visto, enquanto estivesse nos Estados Unidos.


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Antes da decisão envolvendo Viotti, o Brasil negou o visto a funcionários dos Estados Unidos que viriam ao país em uma missão para investigar as eleições. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro demora para chancelar a indicação de Daniel Perez como embaixador americano. Duas atitudes que irritaram a Casa Branca.

Em entrevista ao programa Link News, o professor de economia e relações internacionais Alexandre Pires criticou as atitudes da diplomacia brasileira e afirmou que os EUA poderiam ter feito até algo pior, como tornar a embaixadora brasileira persona non grata.


“O Brasil sempre teve uma diplomacia bem vista no mundo, muito capaz ao longo da história. E agora estamos nessa ‘bateção de cabeça’, que eu não vejo resultado prático que isso vai trazer”, enfatizou.

Pires ainda apontou que o Brasil não deve se manifestar para exercer uma liderança regional apenas quando os governos estão alinhados ideologicamente. Na verdade, o país deve se mover pressupondo que as nações terão suas alternâncias de poder: “O Brasil está abdicando desse papel histórico, por esse momento de aquecimento eleitoral”, disse.


O especialista ressaltou que a diplomacia passou a ser colocada como mais um elemento na arena de disputa política e ideológica, só que no âmbito internacional. De acordo com Pires, a diplomacia é um instrumento de comunicação entre os povos, não uma ferramenta política.

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