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Centenas de fábricas têxteis fecharão por tempo indeterminado em Bangladesh

Trabalhadores se manifestam contra as condições de trabalho e segurança e paralisam atividades

Internacional|Do R7

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As operações de limpeza do local ainda prosseguirão nos próximos dias. Reshma Begum (foto) foi resgatada na sexta-feira (10) após 17 dias sob os escombros
As operações de limpeza do local ainda prosseguirão nos próximos dias. Reshma Begum (foto) foi resgatada na sexta-feira (10) após 17 dias sob os escombros

Centenas de fábricas do setor têxtil em Bangladesh fecharão por um período indeterminado devido à agitação dos trabalhadores provocada pelo desabamento de um edifício que abrigava ateliês de confecção, anunciou nesta segunda-feira (13) o principal organismo do setor.

Shahidullah Azim, vice-presidente da Associação de Fabricantes e Exportadores Têxteis, fez o anúncio.


— Todas as fábricas da zona industrial de Ashulia fecharão por um período indeterminado a partir de terça-feira (14) devido à agitação da mão-de-obra. Tomamos esta decisão para garantir a segurança de nossas fábricas.

Nesta zona industrial, situada a 30 km de Dacca, a capital, encontram-se algumas das fábricas mais importantes do país.


— Não houve "praticamente nenhum trabalho" nestas fábricas nas últimas duas semanas, após o início das manifestações dos trabalhadores contra as condições de trabalho e segurança.

Segundo o chefe da polícia de Ashulia, Badrul Alam, a zona industrial abriga 500 fábricas, entre elas uma centena de empresas-chave que confeccionavam roupas para marcas ocidentais como a americana Walmart, a sueca H&M, a espanhola Inditex ou a francesa Carrefour.


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— Em 80% das fábricas os trabalhadores iniciaram greve hoje (segunda-feira) para pedir aumento de salário.

Além disso, os trabalhadores também exigiam a execução do proprietário do edifício que desabou no dia 24 de abril deixando 1.127 mortos.

O colapso do Rana Plaza em Savar, nos arredores de Dacca, é a pior tragédia industrial do país. O edifício abrigava cinco ateliês de confecção e empregava mais de 3.500 trabalhadores que, em alguns casos, recebiam menos de 40 dólares por mês (cerca de R$80).

Bangladesh é o segundo maior exportador de roupas do mundo, devido aos baixos salários e à abundante mão-de-obra. Este setor chave da economia, que gera 29 bilhões de dólares por ano (equivalente a R$58 bilhões), representou em 2012 80% das exportações do país.

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