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Coreia do Norte: desertores que viveram em área de teste nuclear sofreram mutações, diz estudo

Cerca de 30% das pessoas analisadas apresentaram mudanças genéticas que podem estar relacionadas à radiação

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo sul-coreano identifica alterações cromossômicas em desertores norte-coreanos próximos ao centro de testes nucleares de Punggye-ri.
  • Quase 30% dos participantes do estudo apresentaram mudanças genéticas, possivelmente relacionadas à exposição à radiação.
  • Desde o início da pesquisa, 214 desertores foram examinados, e 64 apresentaram alterações compatíveis com exposição à radiação.
  • Resultados não comprovam que testes nucleares sejam a causa; fatores como fumo e condições ambientais também podem ter influenciado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nenhum dos voluntários foi diagnosticado com tipos de câncer normalmente associados à radiação KCNA

Um estudo divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul identificou alterações cromossômicas em parte dos desertores norte-coreanos que viviam nas proximidades do centro de testes nucleares de Punggye-ri, segundo a agência de notícias Yonhap.

De acordo com a pesquisa, quase 30% dos participantes apresentaram mudanças genéticas que podem estar relacionadas à exposição à radiação.


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O levantamento é feito todos os anos, de acordo com a agência. Em 2025, pesquisadores acompanharam 59 desertores que moravam em oito cidades e condados localizados perto do complexo nuclear, na província de Hamgyong do Norte. Todos deixaram a Coreia do Norte após o primeiro teste nuclear realizado pelo regime, em outubro de 2006.

Entre os voluntários avaliados, 26 apresentaram alterações cromossômicas. Já considerando desde o início da pesquisa, há cinco anos, 214 desertores passaram pelos exames e 64 foram considerados com mudanças compatíveis com uma possível exposição à radiação.


Os pesquisadores avaliam que a contaminação pode ter ocorrido por meio de água ou ar. Apesar disso, nenhum dos participantes foi diagnosticado com tipos de câncer normalmente associados à radiação.

O Ministério da Unificação ressaltou que os resultados não comprovam que os testes nucleares sejam a causa das alterações encontradas. Outros fatores, como o hábito de fumar, exames médicos que utilizam radiação e condições ambientais, também podem ter influenciado os resultados.

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