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Fim do embargo da União Europeia sobre armas é insuficiente, lamenta oposição síria

Ministros europeus decidiram na noite de segunda-feira pelo fim do embargo

Internacional|Do R7

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"O povo sírio está decepcionado", disse o porta-voz da oposição
"O povo sírio está decepcionado", disse o porta-voz da oposição GHASSAN SWEIDAN/AFP

O fim do embargo sobre a entrega de armas aos rebeldes sírios decididos pela União Europeia (UE) é insuficiente e acontece "muito tarde", lamentou nesta terça-feira (28) a Coalizão Nacional da oposição síria, reunida em Istambul.

"É um passo positivo, mas tememos que seja insuficiente e que tenha acontecido muito tarde", declarou à AFP o porta-voz da coalizão, Louay Safi.

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Os ministros das Relações Exteriores dos países da UE concordaram na noite de segunda-feira (27) em Bruxelas em suspender o embargo de armas para os rebeldes sírios, mas nenhum país tem a intenção de entregar equipamentos nos próximos dois meses para não prejudicar a iniciativa de paz da Rússia e dos Estados Unidos.

Washington e Moscou pretendem organizar uma conferência internacional sobre a Síria em Genebra, com o objetivo de buscar uma solução para uma guerra civil que em dois anos deixou, segundo uma ONG, mais de 94 mil mortos.

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"O povo sírio está decepcionado. Pensava que as democracias se preocupavam com aqueles que buscam a democracia", disse Safi.

— Precisamos de proteção para os civis, para o povo sírio. As armas são um elemento para isto, mas também gostaríamos que a União Europeia adotasse uma posição mais firme.

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A Rússia, no entanto, criticou a decisão da UE.

"Isto prejudica diretamente as possibilidades da preparação de uma conferência internacional", declarou o vice-ministro das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov.

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Para o vice-chanceler, a decisão "contradiz a própria política da UE", que defende uma solução baseada na declaração de Genebra (junho de 2012).

Os rebeldes que combatem o regime de Bashar al Assad pediram à UE que concretize a decisão de suspender o embargo sobre as armas.

"Gostaríamos que [a decisão] tivesse sido tomada antes. Esperamos que seja efetiva e não apenas palavras", afirmou Kasem Saadedin, porta-voz do comando militar do Exército Sírio Livre, principal formação da coalizão.

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