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Governo britânico vai derrubar barreiras para que mulheres sejam rainhas

Se mudanças forem aprovadas, membros da família real poderão se casar com católicos

Internacional|Do R7

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Kate Middleton segue internada em um hospital londrino
Kate Middleton segue internada em um hospital londrino

O governo britânico recebeu a aprovação final de todas as nações da Commonwealth para introduzir um projeto de lei que eliminará a primazia masculina na sucessão ao trono, disse nesta terça-feia (4) o vice-primeiro-ministro, Nick Clegg.

O líder do Partido Liberal-Democrata anunciou que o Executivo de coalizão apresentará "o mais rápido possível" no calendário parlamentar o chamado Projeto de Lei da Sucessão ao Trono na Câmara dos Comuns.

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Essa mudança na legislação porá um fim ao atual princípio da primogenitura do varão na Coroa britânica, vigente há quase 300 anos.

Assim, o primeiro filho do príncipe William e sua esposa, Kate, que se encontra no primeiro período de sua gravidez, poderá chegar em um futuro à Coroa britânica seja qual for seu sexo.

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No dia 28 de outubro de 2011, os 16 países da Comunidade Britânica de Nações (Commonwealth), que têm a rainha Elizabeth 2ª como chefe de Estado, acertaram modificar suas respectivas leis para abolir a prioridade do homem na linha de sucessão à Coroa.

Como será o novo membro da família real?

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O acordo vai modificar a chamada Lei de Instauração de 1701, que estabelece que os homens têm preferência sobre as mulheres na linha de sucessão e que a primogênita de um monarca não pode herdar a coroa se ela tem um irmão mais jovem.

Além disso, será suprimida dessa lei a obrigatoriedade que têm os membros da Família Real de não se casar com uma pessoa de religião católica, que caso contrário se veriam obrigados a renunciar a seus direitos na linha de sucessão à Coroa.

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"Este é um momento histórico para nosso país e nossa monarquia. As pessoas de todos os reinos da Commonwealth comemorarão a notícia de que o duque e a duquesa de Cambridge esperam seu primeiro filho", disse Clegg ao anunciar que o consentimento final foi recebido oficialmente.

O vice-primeiro-ministro acrescentou que todos poderão "comemorar que, sem se importar se esse bebê é menino ou menina, tenha igual direito a subir ao trono".

— Trata-se de uma maravilhosa coincidência que a confirmação final das outras nações tenha chegado quando o duque e a duquesa de Cambridge fizeram o anúncio da gravidez.

A confirmação oficial dos duques de Cambridge aconteceu depois que Kate, que permanece no hospital londrino King Edward 7º por causa de fortes náuseas devido a sua gravidez, foi seguida por grande atenção da mídia.

Espera-se que a duquesa, de 30 anos e que se casou com William em 29 de abril de 2011, permaneça vários dias internada.

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