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Obama lamenta mortes em Orlando: “Foi um ato de terror e de ódio”

Segundo o presidente, ainda não foram esclarecidas com precisão as motivações do atirador

Internacional|Do R7

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"Não vamos nos voltar uns contra os outros", pediu o presidente
"Não vamos nos voltar uns contra os outros", pediu o presidente

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um discurso na tarde deste domingo (12) sobre o ataque em uma balada gay de Orlando, na Flórida, que deixou 50 pessoas mortas nesta madrugada. Ele lamentou as perdas e disse que o País tem que unir forças contra ações desse tipo, que chamou de “ato de terror e de ódio”.

Obama afirmou ter conversado com o diretor do FBI James Comey e disse que ainda não é possível falar com exatidão sobre as motivações do ataque. Segundo ele, não está clara a influência que algum grupo terrorista exerceria sobre o assassino.


— Diante do ódio e da violência, nós vamos amar uns aos outros. Nós não vamos nos entregar ao medo ou nos voltar uns contra os outros. Em vez disso, vamos unir forças como americanos para proteger nosso povo e defender nossa nação e agir contra aqueles que nos ameaçam.

O presidente prestou solidariedade à comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), alvo direto do atirador. 


— É um dia especialmente doloroso para nossos amigos que são lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros [...] Isso é um lembrete que ataques a qualquer americano, independente de raça, etnia, religião ou orientação sexual é um ataque a todos nós e aos valores fundamentais de igualdade e dignidade que nos define como um País.

Obama também aproveitou o momento para falar sobre a restrição à venda de armas no país, uma de suas bandeiras como presidente que não tiveram grandes avanços.


— [O ataque foi também um lembrete] de quão fácil é para qualquer um comprar uma arma. Nós temos que decidir se esse é o tipo de país que queremos ser. E não fazer nada também é uma decisão.

O número de mortos já faz do massacre o tiroteio mais mortal da história dos Estados Unidos — superando o de 2007 na Universidade de Virginia Tech, que deixou 32 mortos.


Além das 50 mortes confirmadas, outras 53 estão hospitalizadas. De acordo com as autoridades, algumas estão em estado crítico e passando por cirurgias. Estima-se em 320 o número de pessoas dentro da casa noturna no momento em que os primeiros tiros foram efetuados.

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