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Para se aproximar de potências, presidente eleito do Irã promete um país mais transparente no tema nuclear

EUA dizem que eleição do Irã sinaliza esperança para disputa nuclear

Internacional|Do R7

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Hassan acena para eleitores durante a votação
Hassan acena para eleitores durante a votação

O presidente eleito Hassan Rohani expressou nesta segunda-feira (17), em sua primeira coletiva de imprensa, a esperança de que o Irã possa alcançar junto à comunidade internacional um novo acordo sobre seu programa nuclear, o que poderia ser obtido com mais transparência e confiança mútua.

Rohani, no entanto, foi enfático em afirmar que seu país não abandonará o programa de enriquecimento de urânio e que as sanções contra o Irã são injustas e injustificadas.


Em função disso, segundo ele, os Estados Unidos deveriam reconhecer os direitos nucleares do Irã.

— O diálogo com os Estados Unidos deve ser feito dentro da legalidade e do respeito mútuo. Os Estados Unidos não podem intervir nos assuntos internos do país e reconhecer os direitos nucleares do Irã e cessar sua política unilateral e de pressão.


O presidente eleito também afirmou que a guerra civil síria deve ser resolvida pelos próprios sírios e advertiu contra as ingerências estrangeiras, num momento em que as potências ocidentais discutem a possibilidade de armar os rebeldes.

— A crise síria será resolvida com o voto dos sírios. Estamos preocupados com a guerra civil e as ingerências externas. O atual governo [do presidente Bashar al Assad] deve ser respeitado pelos demais países até as eleições [presidenciais de 2014], e depois o povo decidirá.


Candidato dos campos reformistas, o moderado Hassan Rohani surpreendeu ao vencer no primeiro turno a eleição presidencial no Irã, superando com ampla vantagem seus rivais conservadores.

Presidente eleito promete ser mais transparente em tema nuclear


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A vitória de Rohani marca o fim de oito anos de poder conservador.

De acordo com resultados definitivos, Rohani, de 64 anos, obteve 18,6 milhões de votos (50,68%), e ficou à frente do prefeito conservador de Teerã, Mohammad Bagher Ghalibaf, que recebeu 6,07 milhões de votos, e do chefe dos negociadores na questão nuclear, Said Jalili, com 3,17 milhões, que era apoiado pela ala dura do regime.

Após uma campanha morna, este aliado do ex-presidente moderado Akbar Hashemi Rafsanjani foi beneficiado pela desistência do candidato reformista Mohammad Reza Aref e recebeu o apoio na terça-feira do líder dos reformistas, Mohammad Khatami.

Contudo, a vitória do candidato apoiado pelos campos moderado e reformista não significa uma guinada na política da República Islâmica em temas estratégicos como o nuclear ou as relações internacionais, que estão sob a autoridade direta do guia supremo Ali Khamenei.

EUA veem sinal de esperança

A vitória surpreendente de Hassan Rohani oferece uma possível abertura para a resolução de uma disputa com os Estados Unidos sobre as ambições nucleares de Teerã, disseram autoridades norte-americanas no domingo (16).

Mas os EUA alertaram que o clérigo moderado não possui o poder de impor mudanças. O homem mais poderoso do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, continua a ser o líder supremo e define a política nuclear iraniana. Qualquer acordo com o Ocidente exigiria o seu aval.

A Casa Branca disse no domingo que a eleição de Rohani, um clérigo xiita moderado e ex-negociador nuclear do país, é um "sinal potencialmente esperançoso" se ele fizer jus às suas promessas de campanha de "ser aberto" sobre o programa nuclear.

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