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Patriota manda apurar informação sobre cobrança de propina em Embaixada no Haiti

Funcionários estariam cobrando para liberar vistos aos interessados em morar no Brasil

Internacional|Da Agência Brasil

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O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse nesta quinta-feira (22) que será investigada a informação de que funcionários haitianos que trabalham na Embaixada do Brasil no país cobram uma espécie de propina para a liberação de documentos aos interessados em viver em território brasileiro.

A questão foi levantada pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC). Patriota disse que a informação tem de ser apurada e, se comprovada responsabilidade, o funcionário será demitido.


"Se houver provas, isso tem de ser apurado, e os funcionários devem ser demitidos. É uma prática inaceitável. Vou dar uma ordem daqui mesmo para apurar isso", ressaltou Patriota, que participa de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores da Câmara destinada a discutir temas relativos à política externa brasileira.

O chanceler ressaltou que o Brasil mantém contatos permanentes com as autoridades da República Dominicana, do Peru, do Equador e da Bolívia para analisar medidas que possam colaborar com a imigração legal haitiana. Segundo ele, a principal preocupação é com os chamados coiotes — pessoas que cobram pela travessia de imigrantes.


As autoridades querem intensificar as parcerias em dois eixos: barrar a ação dos coiotes e promover o intercâmbio de dados migratórios, de inteligência e de informações policiais.

O fim do limite na concessão de até 100 vistos por dia para os haitianos, em abril, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União, pode levar à concessão de mais documentos. A resolução também acabou com o limite de 1.700 vistos por ano. Até então, havia pedidos agendados, na Embaixada do Brasil no Haiti, para a concessão de vistos até junho de 2014.

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