Internacional

8/1/2013 às 11h44 (Atualizado em 8/1/2013 às 11h44)

Policiais se comovem ao relatar massacre durante filme do Batman

Os familiares das vítimas também se emocionaram

Vários oficiais tiveram que conter as lágrimas durante a audiência sobre o massacre em Aurora REUTERS/Mark Leffingwell

Policiais se comoveram ao relatar as marcas de sangue e a cena desoladora que viram depois do tiroteio dentro de um cinema americano, durante a estreia do filme de Batman, segundo os depoimentos dados na segunda-feira (7) em audiência preliminar nos Estados Unidos.

O crime ocorreu no dia 20 de julho de 2012 e deixou 12 mortos e 58 feridos. O autor dos disparos foi identificado como sendo James Holmes, de 25 anos, que estava na sala de cinema naquele dia.

Vários oficiais tiveram que conter as lágrimas durante a audiência sobre o massacre em Aurora (um subúrbio próximo de Denver, Colorado, oeste dos Estados Unidos).

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Os familiares das vítimas também se emocionaram ao ouvir o depoimento do paramédico que lembrou o momento quando encontrou sem pulso a vítima mais jovem atingida no tiroteio, uma menina de seis anos.

A audiência preliminar terá duração de uma semana e está sendo realizada no tribunal em Centennial, subúrbio de Denver.

O objetivo é determinar se existe prova suficiente para processar o homem suspeito de abrir fogo na sessão de meia-noite do filme "O Cavaleiro das Trevas Ressurge", a terceira parte da nova franquia do "Batman".

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O oficial Justin Grizzle, um ex-paramédico, disse que escorregou e quase caiu em uma poça de sangue quando entrou pela porta dos fundos do cinema Century 16.

Enquanto as ambulâncias e as equipes de resgate enfrentavam a dimensão do massacre, Grizzle descreveu como encaminhou seis vítimas em estado crítico aos hospitais da região.

"Percebi que, quando estava dirigindo, tive que reduzir a velocidade para fazer as curvas porque senão era capaz de sentir o sangue respingar no chão da parte de trás do carro", testemunhou Grizzle num esforço para conter o choro.

O sargento Gerald Jonssgard, um dos primeiros uniformizados a chegar ao lugar da tragédia, disse que logo ao entrar no cinema viu o corpo de Veronica Moser Sullivan, a menina de seis anos morta.

"Fui ver seu pulso e já estava morta", relatou com a voz engasgada.

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O detetive responsável por investigar as mortes, Matthew Ingui, disse que passou a madrugada daquele 20 de julho interrogando os cerca de 100 sobreviventes que haviam sido transferidos ilesos a uma escola próxima.

"O ambiente era devastador", descreveu Ingui. "As pessoas estavam preocupadas por seus amigos. Choravam, cobertos de sangue e descalços...".

A acusação também exibiu parte das 140 horas de imagens de vídeo das câmeras de segurança do cinema.

Nenhuma das 24 câmeras mostrou Holmes dentro do auditório, mas foi possível vê-lo ao entrar na sala com o ingresso eletrônico comprado no dia 8 de julho.

Holmes compareceu algemado ao tribunal com barba e cabelo castanho escuro, diferente do dia do massacre quando tinha o cabelo tingido de vermelho.

O suposto autor dos disparos tinha um olhar fixo e entrou sem pronunciar uma palavra.

O policial Jason Oviatt relatou o momento da prisão de Holmes quando teve suas mãos atadas sobre um carro branco atrás do edifício e não apresentou resistência.

"Estava completamente desorientado, muito distante e sem nenhuma reação. Parecia estar em outro lugar", recordou Oviatt.

O agente de segurança Aaron Blue acrescentou ainda que o jovem identificado como autor dos disparos forneceu à polícia seu nome, endereço e ainda deu detalhes das armas que carregava.

"Disse voluntariamente que não tinha mais bombas no cinema, mas que tinha improvisado artefatos explosivos em sua casa".

As testemunhas afirmaram que o invasor do cinema estava armado com um fuzil AR-15, uma escopeta de calibre 12 e uma pistola .40. Relataram ainda que Holmes soltou uma bomba de gás antes de abrir fogo contra o público.

A polícia encontrou em seu apartamento uma série de artefatos explosivos artesanais.

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