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Venezuela sofre onda de saques em Aragua, Táchira e Zulia

Grupos armados e violentos atacaram supermercados e roubaram mercadorias

Internacional|Do R7

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Supermercado na cidade de Maracay, no estado de Aragua, foi invadido e destruído
Supermercado na cidade de Maracay, no estado de Aragua, foi invadido e destruído

Uma onda de saques abalou na madrugada desta terça-feira (26) algumas cidades dos Estados de Aragua, Táchira e Zulia, no centro e no leste da Venezuela, informaram as autoridades locais, após três semanas de protestos estudantis que deixaram pelo menos 13 mortos.

"Durante a noite, grupos armados e violentos atacaram propriedade privada e destruíram algumas lojas", informou o governador do estado de Aragua, Tareck El Aissami.


O ministério público confirmou uma morte em Aragua, de uma pessoa que foi baleada, mas não esclareceu se o incidente ocorreu durante protestos ou em um assalto comum.

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O presidente da associação empresarial Fedecámaras no Estado de Táchira, Daniel Aguilar, lamentou que apesar da militarização decretada pelo presidente Nicolás Maduro, "nas ruas permanecem pessoas desconhecidas saqueando pontos comerciais e empresas".


No Estado de Zulia, o diretor da polícia de Maracaibo, José Alcalá, informou que 23 pessoas foram detidas por tentativa de saque a oito pontos comerciais.

"Não queriam apenas roubar os artigos, mas também queimar os carros do Corpo da Polícia de Zulia", destacou Alcalá.


Três semanas de protestos na Venezuela contra o governo Maduro já deixaram pelo menos 13 mortos, 140 feridos e 45 detidos, em várias regiões do país.

A onda de manifestações teve início em fevereiro, na cidade de San Cristóbal, quando estudantes protestaram contra a insegurança após a tentativa de estupro de uma universitária.

Maduro afirma que os protestos são um "golpe de Estado em desenvolvimento", mas garante que há apenas alguns "focos de violência" no país.

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