Golpe de Estado? Por que o Kremlin está reforçando a segurança de Putin
Presidente da Rússia diminuiu aparições públicas enquanto país reduziu tradicional parada militar
Internacional|Do R7
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, teve sua segurança reforçada pelo Kremlin. Os motivos estariam relacionados a temores de atentados e golpes de Estado. As informações constam em um relatório de um serviço de inteligência europeu, e foram citadas pela emissora CNN, pelo jornal Financial Times, e pelo site russo Important Stories.
Os supostos planos de golpe na Rússia dividem opiniões entre os que consideram o cenário plausível e os que o veem como improvável, interpretando as informações como parte de uma campanha para desestabilizar a elite russa.
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No relatório de inteligência, o ex-ministro russo da Defesa e de Situações de Emergência e atual secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Serguei Shoigu, é apontado como um “potencial fator de desestabilização”.
Shoigu esteve à frente do Ministério de Situações de Emergência da Rússia por 12 anos. Em 2012, foi escolhido por Putin para assumir o Ministério da Defesa, mas acabou afastado do cargo em 2024, sendo substituído por Andrei Beloussov. De acordo com analistas, ele perdeu prestígio por diferentes razões, entre elas os fracassos russos na guerra da Ucrânia.
Para Roman Anin, fundador do Important Stories, Shoigu ainda poderia representar uma ameaça ao poder de Putin, apesar de ter perdido parte da influência que exercia anteriormente. Ainda de acordo com essa avaliação, o país atravessa um período de “crescentes tensões entre os órgãos de segurança”, enquanto o papel do presidente russo como mediador entre as elites enfraqueceu.
Temor de atentado com drones
Especialistas avaliam que cresce a preocupação de Putin com a própria segurança, em meio ao agravamento das disputas internas e aos problemas econômicos enfrentados pelo país.
De acordo com o serviço de inteligência europeu responsável pelo relatório, Putin teme a possibilidade de um atentado com drones articulado por integrantes da própria elite política russa. Em abril, o canal russo no Telegram VChK-OGPU já havia informado que o Kremlin demonstrava preocupação com ameaças ligadas a acontecimentos internos. Entre os cenários avaliados estariam possíveis ataques com drones organizados diretamente em Moscou, e não coordenados a partir do exterior.
Nesse contexto, as medidas de segurança na capital russa vêm sendo ampliadas. O Kremlin decidiu reduzir a tradicional parada militar, enquanto comunicações foram interrompidas em diversos distritos da cidade. Além disso, sistemas móveis de guerra eletrônica foram posicionados no centro de Moscou e a proteção ao Kremlin reforçada, afirma a Deutsche Welle.
Putin também diminuiu suas aparições públicas, como observou a cientista política Ekaterina Schulmann em seu canal no Telegram. “Quando a segurança se torna prioridade máxima, o mais seguro é não aparecer em lugar nenhum”, destacou ela.
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