Logo R7.com
RecordPlus

Violência mata dezessete pessoas no Egito enquanto manifestantes pró-Mursi protestam

Mobilizados para uma "Sexta-feira de recusa" ao "golpe de Estado militar" e ao "Estado policial", os pró-Mursi foram à sede da televisão estatal

Internacional|Do R7, com EFE e AFP

  • Google News
Helicópteros militares sobrevoaram as regiões afetadas pelos protestos nesta sexta-feira (5), no Egito
Helicópteros militares sobrevoaram as regiões afetadas pelos protestos nesta sexta-feira (5), no Egito

Dezessete pessoas foram mortas em episódios de violência no Egito nesta sexta-feira (5), enquanto manifestantes simpáticos ao presidente deposto Mohamed Mursi protestavam contra sua derrubada pelo Exército, disse a emissora de televisão estatal, citando dados do Ministério da Saúde.

Tiros ainda podiam ser ouvidos e os dois campos se atacavam com pedras na ponte 6 de Outubro, perto da praça emblemática da capital egípcia, onde estavam reunidos milhares de opositores ao presidente islamita.


Mobilizados para uma "Sexta-feira de recusa" ao "golpe de Estado militar" e ao "Estado policial", os pró-Mursi foram à sede da televisão estatal depois de terem se reunido na periferia do Cairo.

Irmandade Muçulmana egípcia desmente prisão de seu guia supremo


Crise no Egito afeta a Primavera Árabe? Relembre quais países também foram abalados por revoluções populares na região

Depois de um ano no poder sem grandes avanços democráticos, presidente do Egito enfrenta levante popular


Antes disso, o guia supremo da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, se apresentou diante da multidão para estimular os partidários do movimento a permanecerem nas ruas "aos milhões" até que o presidente deposto seja restituído ao poder.

"Nós já vivemos sob um regime militar e não o aceitaremos novamente", alertou. Badie se referiu, com isso, aos 16 meses em que o Exército assumiu as rédeas do executivo entre a saída de Hosni Mubarak, derrubado por uma revolta popular em fevereiro de 2011, e a eleição de Mursi em junho de 2012.


Durante seu discurso, helicópteros militares sobrevoavam a multidão a baixa altitude.

As novas autoridades estabelecidas pelo Exército, após a deposição de Mursi na quarta, pareciam determinadas a formular rapidamente um "mapa do caminho" que deve levar a eleições antecipadas.

O presidente interino, Adly Mansour, nomeado pela instituição militar, dissolveu a câmara alta, que era dominada pelos islamitas, em seu primeiro decreto. Ele também nomeou um novo chefe do serviço de inteligência.

Mas essas decisões podem aumentar novamente a tensão em um país profundamente dividido, e confrontos envolvendo soldados e manifestantes contrários e favoráveis a Mursi têm sido registrados durante esta sexta. Mais de 50 pessoas já morreram no Egito desde 26 de junho.

Após uma onda de detenções de lideranças da Irmandade Muçulmana, à qual pertence Mursi, o procurador-geral anunciou que operações de busca e apreensão serão realizadas contra nove delas —incluindo Badie— como parte de uma investigação por incitação ao assassinato de manifestantes.

À tarde, milhares de partidários de Mursi deixaram uma mesquita de Nasr City, no subúrbio do Cairo, gritando "Mohamed Mursi é nosso presidente" e "Traidores!", e chegaram à entrada da sede da Guarda Republicana, situada perto do palácio presidencial.

Depois, eles tentaram afixar nas barreiras de arame farpado que cercam o edifício uma imagem do ex-chefe de Estado, ainda detido pelo Exército, bradando em diversas oportunidades advertências aos soldados. Tiros foram disparados, matando três pessoas.

Já a oposição a Mursi convocou grandes manifestações, em particular para domingo, "em defesa da revolução de 30 de junho", em referência ao dia em que foram realizados gigantescos atos contra o presidente deposto.

O que acontece no mundo passa por aqui

Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.