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Montes Claros registra duas mortes pela superbactéria KPC

Vítimas estavam internadas no CTI do hospital Aroldo Tourinho

Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7

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CTI do hospital será descontaminado após alta dos pacientes
CTI do hospital será descontaminado após alta dos pacientes

Duas pessoas morreram em Montes Claros, no norte do Estado, contaminadas pela superbactéria KPC. Os óbitos foram registrados no Hospital Aroldo Tourinho. De acordo com a Vigilância Epidemiológica da cidade, a informação foi confirmada no dia 18 de janeiro. As vítimas estavam internadas no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) da unidade hospitalar.

Segundo Rassinou Dias Quitério, autoridade sanitária do município, o hospital registrou ainda outros sete casos colonizados, que é quando o paciente não desenvolve a doença e outros dois infectados estão em tratamento. Todos os envolvidos estão no mesmo setor do hospital, que foi isolado e não está recebendo novos pacientes.


Mesmo diante da gravidade que o microorganismo representa, Quitério ressalta que não há motivos para que a população fique em alerta, já que "todas as medidas de contenção foram tomadas". Segundo ele, a KPC costuma infectar pessoas que estão com baixa imunidade. O representante da prefeitura descarta ainda que haja risco para os profissionais envolvidos no tratamento dos pacientes.

— Conforme o infectologista que está nos acompanhando, não há nenhum caso na literatura de colaborador ou funcionário que desenvolveu a doença por estar lidando com isso. O risco que eles têm é de portar esta bactéria apenas. Mas estas pessoas vão passar por acompanhamento.


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A previsão é que, assim que todos os pacientes deixem os leitos do CTI, a área passe por um processo de descontaminação. Além disso, todas as unidades de saúde de Montes Claros foram notificadas sobre a presença da bactéria na região para que possam tomar medidas de prevenção.


KPC

O KPC é um microorganismo que potencializa outras bactérias, e é transmitida por contato físico, e não pelo ar. A superbactéria não tem cura. O Hospital Regional de Betim, na Grande BH, passou por um surto da bactéria em 2012. Pelo menos seis pessoas desenvolveram a infecção e um bebê morreu.

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