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Soldados dos ares: gaviões e falcões patrulham aeroporto da Pampulha em BH

Aves são responsáveis por espantar outros animais que possam atrapalhar voôs

Minas Gerais|Do R7, com Record MG

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Oito falcões e gaviões vigiam o céu do aeroporto
Oito falcões e gaviões vigiam o céu do aeroporto

Treinados para garantir a segurança de quem decola ou vai pousar no aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, gaviões e falcões fazem a patrulha do terminal para espantar outros animais que possam atrapalhar o voo das aeronaves.

O biólogo responsável pelas aves, Jaime Martins, explica como funciona o treinamento.


— O treinamento consiste em atividades diárias em que a ave é condicionada a exibir determinado comportamento. Toda vez que ela exibir o comportamento correto, ela vai ser recompensada, no caso dessas aves carnívoras, com pedaços de carne.

Oito gaviões e falcões fazem o trabalho no aeroporto da Pampulha todos os dias até mesmo durante a noite. Os caçadores conseguem pegar animais grandes, como capivaras.


Antes de começar o voo de caça, são colocados localizadores digitais nas aves para que mesmo longe dos olhos dos biólogos, elas possam ser encontradas.

Todas as aves apreendidas são catalogadas e identificadas com um pequeno "anel" na perna e depois são soltas longe dos aeroportos. Desde 2007, quando esse tipo de trabalho começou a ser colocado em prática, 2.000 aves foram capturadas nas proximidades do aeroporto da Pampulha. Em 2013 aconteceram 10 colisões entre aviões e aves no terminal.

Segundo a coordenação de segurança do aeroporto, uma colisão com uma ave pode causar danos técnicos ao avião, ou até mesmo provocar a queda de uma aeronave, dependendo do tamanho do animal.

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