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Associação Médica Brasileira entra com mais uma ação na Justiça contra Mais Médicos

Entidade já havia entrado com ação no STF nesta terça-feira (23)

Saúde|Do R7

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Médicos protestaram na avenida Paulista nesta terça-feira (23)
Médicos protestaram na avenida Paulista nesta terça-feira (23)

Depois de entrar com um mandado de segurança contra o programa Mais Médicos nesta terça-feira (23), a AMB (Associação Médica Brasileira) ajuizou uma ação civil pública contra o pacote do governo federal. A ação foi protocolada na noite desta quinta-feira (25) e a intenção é barrar a medida provisória que institui o Mais Médicos.

De acordo com a AMB, as ações contesta o ingresso dos médicos sem revalidação do diplomas; a falta de exigência da língua portuguesa, e a previsão de pagamento de bolsa mensal aos participantes sem apresentação de estimativa de impacto orçamentário.


Na terça-feira (23), a Fenam (Federação Nacional dos Médicos), entidade que congrega os sindicatos da categoria, também ajuizou uma ação civil pública na Justiça Federal contra o programa Mais Médicos.

O CFM (Conselho Federal de Medicina) também ingressou com ação no dia 9 de julho. O órgão questiona a vinda dos médicos estrangeiros sem validação de diplomas, a falta de comprovação do domínio da língua portuguesa pelos candidatos e a criação do que chamou de "subcategorias de médicos, com limitação territorial".


Entidades médicas entram na Justiça contra o Mais Médicos

Suposta sabotagem


O programa Mais Médicos recebeu a inscrição de 18.450 de profissionais interessados em trabalhar em regiões carentes do País, porém, segundo o ministério, 8.307 pedidos tinham números inválidos de registro em conselhos regionais de medicina. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (26).

Segundo a pasta, os profissionais têm até o próximo domingo (28) para corrigir possíveis erros de digitação, de acordo com o ministro da saúde, Alexandre Padilha.


— Tem algumas situações de erro de digitação, alguns formandos já pediram o CRM mas ainda não receberam o número. Eles têm até domingo à noite para saber se houve erro, inconsistência.

Segundo o ministro, a PF vai usar os dados para apurar uma suposta sabotagem. Após o lançamento da pacote, surgiram denúncias de um suposto boicote ao programa.

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