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Mulher de 70 anos se submete a eutanásia na Holanda por ser cega

O procedimento é legalizado na Holanda, mas apenas em ocasiões especiais

Saúde|Do R7

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Uma mulher de 70 anos que ficou cega se submeteu à eutanásia na Holanda, o primeiro caso em que a doença foi classificada como "sofrimento insuportável", critério para justificar o suicídio assistido no país, informaram nesta segunda-feira os veículos de imprensa holandeses.

Os inspetores de Saúde consideraram que a eutanásia praticada à idosa está de acordo com as normas governamentais, segundo o site do jornal Dutchnews. A eutanásia é legalizada na Holanda mas apenas em raras ocasiões, já que o paciente precisa sofrer uma dor insuportável e o médico deve estar convencido de que tomou uma "decisão consciente".


Além disso se requer uma segunda opinião de outro médico, lembra o jornal, que afirma que a mulher já nasceu com a visão prejudicada e foi piorando até ficar totalmente cega. A mulher, que vivia só desde que seu marido faleceu, tinha tentado se suicidar várias vezes antes, segundo a mesma fonte. A especialista Lia Bruin explicou aos veículos de imprensa holandeses que a mulher era um caso excepcional, pois estava "obcecada com limpeza e não podia suportar não ver as manchas em sua roupa".

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Por outro lado, a imprensa holandesa divulgou que um médico de família da cidade de Tuitjenhorn, na província de Holanda do Norte, teve o registro temporariamente cassado em medida cautelar, à espera dos resultados de uma investigação de outro caso de eutanásia. A suspensão temporária do médico, de 58 anos, se refere a uma eutanásia praticada a um doente terminal em agosto.

Os inspetores de Saúde têm dúvidas sobre se a constituição foi respeitada no caso. No mês passado, os cinco comitês regionais encarregados de garantir que as condições legais para o suicídio assistido sejam cumpridas, informoram que o número de pessoas que opta pela eutanásia aumentou 13% na Holanda no ano passado para 4.188. Apenas em dez casos os médicos não cumpriram todas as condições exigidas, segundo o conselho supervisor. Dois deles tiveram relação com pacientes com demência e a dificuldade de garantir que essas pessoas deem consentimento consciente para se submeter à eutanásia.

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